# Girls on Board — Conteúdo Completo > Este ficheiro contém o conteúdo completo dos artigos mais recentes do blog. --- ## Como o movimento alcohol-free se tornou o maior estatuto de bem-estar - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/comportamento/movimento-alcohol-free-estatuto-de-bem-estar/ - **Data**: 2026-06-30 - **Atualizado**: 2026-06-01 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Comportamento, Sociedade - **Tags**: Alcohol-free, bebidas sem álcool, bem-estar, Berenberg, dry tripping, festas e pistas lúdicas, GEN Z, hangxiety, harmonização zero-proof, International Wines and Spirits Record, IWSR, no and low alcohol, No-Lo, OMS, sober curious, sobriedade, sono REM, The Lancet, VFC Da neurociência à alta gastronomia, descubra por que razão a escolha da sobriedade consciente deixou de ser uma restrição de saúde para se transformar numa procura por intencionalidade, descanso neurológico e vivências mais profundas Houve um tempo em que recusar uma bebida alcoólica num jantar de negócios, numa festa ou num encontro social vinha acompanhado de um silêncio constrangedor, seguido quase obrigatoriamente por perguntas invasivas. A suposição imediata era de que a pessoa estaria doente, a conduzir, grávida ou a atravessar um processo de reabilitação. Hoje, o cenário inverteu-se drasticamente. O movimento alcohol-free - impulsionado pelo conceito global sober curious (a curiosidade em explorar a vida sem o filtro do álcool) - converteu-se numa macro tendência que está a redefinir o consumo, o mercado da hospitalidade e a própria forma como nos relacionamos. A sobriedade deixou de ser uma política de privação e assumiu o estatuto de escolha aspiracional. Não se trata de uma imposição moral ou de uma proibição puritana; trata-se de preferir, intencionalmente, a presença absoluta e a clareza mental. A ciência do bem-estar e a resistência neurológica A ideia por trás desta mudança de paradigma é o acesso sem precedentes à informação. O consumidor contemporâneo estuda neurociência, ouve podcasts de biohacking e compreende a biologia humana de forma sistémica. A romantização do álcool como o "lubrificante social" definitivo está a colidir com dados científicos irrefutáveis sobre a saúde do cérebro e do sistema hormonal. Um estudo publicado na  revista médica The Lancet concluiu que não existe um nível seguro de consumo de álcool para a saúde sistémica. Esta evidência foi reforçada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que alertou para o facto de o álcool ser um carcinogéneo do Grupo 1 - a categoria de alerta máximo que partilha com substâncias como o tabaco ou o amianto, onde existe prova factual e irrefutável de toxicidade.  Longe de ser apenas uma questão calórica ou um dano por excesso, a ciência demonstra que, ao ser metabolizado, o álcool transforma-se em acetaldeído, um composto que danifica diretamente o nosso ADN e a capacidade de reparação celular. Esta certeza alterou profundamente a velha mensagem de que "um copo de vinho por dia faz bem", transformando o hábito inocente numa escolha que exige critério e intencionalidade. O combate à hangxiety e a busca pelo sono profundo O termo hangxiety (a junção de ressaca com ansiedade em inglês) sintetiza um dos maiores motivos de abandono do álcool. O consumo, mesmo moderado, provoca picos de cortisol e desregula os neurotransmissores como o GABA e a serotonina no dia seguinte, gerando estados de melancolia e ansiedade. Num quotidiano já acelerado e hiperestimulado, a estabilidade emocional e a clareza cognitiva tornaram-se moedas valiosas demais para serem sacrificadas por breves horas de euforia química.  Além disso, a monitorização de dados através de relógios e anéis inteligentes retirou a invisibilidade aos efeitos do álcool no descanso. Estudos clínicos sobre a arquitetura do sono demonstram que o álcool destrói o sono REM e reduz o sono profundo em até 39%, mesmo em doses moderadas. Ao suprimir a fase REM, o cérebro é impedido de processar as emoções e de consolidar a memória.  Ao mesmo tempo, o consumo provoca uma queda drástica na variabilidade da frequência cardíaca (VFC), o que significa que o corpo passa a noite num estado de stress fisiológico (luta ou fuga), em vez de recuperar. Ver estes gráficos de stress e quebras de oxigenação no próprio pulso tornou-se o argumento definitivo para quem procura um estilo de vida consciente e focado na longevidade. A mudança geracional e a resposta do mercado "No-Lo" A transformação cultural ganha velocidade quando olhamos para os dados demográficos. A Geração Z (nascidos entre meados dos anos 90 e 2010) está a beber significativamente menos do que as gerações anteriores na mesma idade. Estudos de mercado globais, como os relatórios da consultora Berenberg, indicam que os jovens desta geração consomem cerca de 20% menos álcool por indivíduo do que os Millennials, que por sua vez já bebiam menos do que a Geração X. Esta recusa não se deve apenas à preocupação com a saúde física, mas também a uma nova perceção de controlo e vulnerabilidade social. Numa era moldada pela pegada digital e pela exposição constante nas redes sociais, a perda de controlo associada à embriaguez passou a ser percebida como um risco para a privacidade e para a imagem pessoal. Esta viragem geracional gerou um impacto na economia global de bebidas, dando origem ao crescimento exponencial do mercado conhecido como "No-Lo" (no and low alcohol). Segundo dados da IWSR (International Wines and Spirits Record), o valor do mercado global de bebidas sem álcool ou com baixo teor alcoólico ultrapassou os 11 mil milhões de dólares, com projeções sólidas para superar a barreira dos 13 mil milhões. O dado mais revelador é que o crescimento não está a ser liderado por bebidas com "baixo teor alcoólico", mas sim pelo segmento totalmente livre de álcool, cujos volumes registam uma taxa de crescimento anual de 9%. De acordo com a IWSR, este nicho é o grande motor da categoria e estima-se que seja responsável por mais de 90% de todo o crescimento do setor nos próximos anos. A nova gastronomia: a complexidade no copo A necessidade humana de pertença, celebração e conexão comunitária mantém-se intacta. O que mudou foi o ecossistema que suporta estes rituais. A indústria do consumo e do lazer percebeu que o público urbano exige complexidade, acabando com a era dos refrigerantes ou dos mocktails infantis e carregados de açúcar. Hoje, a engenharia de produção e a alta gastronomia entregam o mesmo nível de cuidado ao produto final, justificando a paridade de preços no mercado através de processos inovadores: Menus de harmonização "zero-proof":Os restaurantes com estrelas Michelin estão a redefinir a alta cozinha ao desassociar o conceito de luxo da garrafa de vinho tradicional. Os novos pairings de elite incluem chás raros fermentados a frio (cold brews) com perfis tánicos semelhantes ao vinho; sumos de vegetais e frutos de bosque clarificados em laboratório, equilibrados com vinagres artesanais; ou caldos e elixires que limpam o palato e desafiam as papilas gustativas. Destilados botânicos funcionais: Das grandes metrópoles aos refúgios de ecoturismo, proliferam espaços noturnos e lounges onde a mixologia utiliza processos de destilação a vapor com ervas, especiarias e cascas de citrinos para recriar a experiência sensorial do gin ou do rum, sem uma única gota de etanol. Muitas destas cartas são enriquecidas com cogumelos adaptogénios (como 'Lions Mane' para o foco ou 'Reishi' para o relaxamento) e plantas botânicas que aliviam o stress e estimulam o bem-estar do sistema nervoso. Cervejas e vinhos desalcoolizados:A tecnologia de desalcoolização evoluiu significativamente, permitindo retirar o álcool através de processos de vácuo a baixas temperaturas que preservam os aromas, os taninos e a estrutura original da bebida. Lazer imersivo: o impacto nos hotéis e festivais A procura por vivências mais profundas moldou transversalmente a hotelaria e a indústria dos espetáculos, dando origem a dinâmicas que privilegiam a autenticidade do momento. Dry Tripping: O turismo de bem-estar evoluiu para além do spa. Os viajantes procuram agora hotéis e retiros que ofereçam minibares funcionais (com kombuchas artesanais, sodas de serotonina e bebidas com infusão de CBD) e ambientes livres de álcool, onde o foco muda radicalmente para rituais de conexão com a natureza, yoga ao amanhecer e descanso verdadeiramente restaurador. Festivais e pistas lúcidas: A cultura dos grandes festivais de música e do clubbing está a assistir a uma mutação profunda. O público quer dançar, vibrar e, acima de tudo, lembrar-se da experiência. Eventos com áreas inteiramente dry ou conceitos de festas matinais alimentadas a cacau cru e shots de superalimentos provam que a euforia coletiva não depende de substâncias depressoras do sistema nervoso. O retorno à presença intencional  Para as gerações que lideram o mercado atual, o status já não está associado ao excesso, à perda de controlo ou à ostentação de garrafas caras numa mesa VIP de discoteca. O novo status é a autonomia. Sinalizar que se vive uma vida alcohol-free ou sober curious tornou-se uma declaração de valores. Demonstra disciplina pessoal, foco na saúde sistémica, respeito pela biologia do próprio corpo e, acima de tudo, a coragem de praticar uma vulnerabilidade real nas relações humanas, sem filtros químicos. A cultura alcohol-free não veio para retirar a graça, o brinde ou a espontaneidade aos momentos de lazer; veio, precisamente, devolver a verdade, a nitidez e a profundidade às experiências que escolhemos guardar para sempre. --- ## A febre dos clubes do livro: quando a leitura se torna o novo estilo de vida - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/comportamento/a-febre-dos-clubes-do-livro-o-novo-estilo-de-vida/ - **Data**: 2026-06-25 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Comportamento, Cultura - **Tags**: Belletrist, Biblioterapia, clube do livro, clube do livro silencioso, clubes gastronómicos, Downview feminine prision, Dua Lipa, Emma Roberts, Kaia Gerber, leitura, leitura como networking, Library Science, Livros, National Literacy Trust, NHS, novo estilo de vida, Oprah Winfrey, pop ups, prescrição social, Service95, Soho House, Sussex University, The Book Club Cookbook, The Hoxton, The Reader Project, Yale University Houve um tempo em que os clubes de leitura eram associados a salas de estar poeirentas e círculos académicos restritos. Atualmente, ler voltou a ser "cool", mas com uma diferença fundamental: já não lemos sozinhos. Da curadoria de superestrelas à ocupação de espaços improváveis, os clubes do livro tornaram-se a nova rede social, mas esta acontece fora do ecrã, com foco no abrandamento e na experiência. O efeito Dua Lipa: curadoria e ativismo Dua Lipa / Reprodução: Service95 Se Oprah Winfrey lançou a semente nos anos 90, Dua Lipa é quem está a colher os frutos para a Geração Z e Millennials. Através da sua plataforma Service95, a cantora não se limita a recomendar títulos e criou um ecossistema cultural global.  O impacto deste movimento atinge o seu máximo no ativismo social. Um dos marcos foi a criação do seu grupo de leitura na prisão feminina de Downview, no Reino Unido, em parceria com a National Literacy Trust. Ao levar autores e debates para dentro do sistema prisional, Dua Lipa prova que o clube do livro hoje é uma ferramenta de empatia e reforma. A leitura deixa de ser entretenimento para passar a ser um direito ao pensamento crítico e à dignidade. A evolução do formato: saborear,  partilhar e pertencer A febre atual não se resume a discutir enredos; trata-se de criar experiências 360 onde o livro é o ponto de partida para vivências além das páginas. Eis os modelos que estão a definir esta nova era: Clubes gastronómicos: Baseados na tendência de saborear a narrativa. Exemplo disso é o fenómeno global inspirado pelo The Book Club Cookbook, onde as comunidades organizam jantares com menus inteiramente baseados nas refeições descritas nos capítulos. Imagina ler um clássico e recriar o banquete literário num restaurante -  é a leitura que se prova com o paladar. Clube do livro silencioso: Nascido em 2012 em São Francisco, este modelo tornou-se viral por combater a pressão social. As pessoas reúnem-se em rooftops ou cafés para ler em silêncio absoluto durante uma hora. Não há a obrigação de terminar o livro ou ter algo brilhante para dizer; o objetivo é apenas partilhar o espaço e a energia do abrandamento. Pop-up & clubes de celebridades: Modelos baseados na curadoria de figuras como Emma Roberts e seu clube Belletrist ou Kaia Gerber com Library Science, estes clubes saltam do digital para o físico com instalações temporárias em livrarias independentes, festivais de música e até mesmo colaborações com marcas de roupas, transformando a leitura de um livro num evento digno de tapete vermelho. A nova moeda do networking: Hotéis de luxo e clubes privados, como o The Hoxton e a Soho House criaram os seus próprios clubes de leitura exclusivos. Nestes espaços, a nova moeda social não é o que possui, mas o que leste. O networking moderno faz-se em torno de exemplares sublinhados, trocando cartões de visita por referências literárias. Biblioterapia: o livro como receita médica A febre dos clubes de leitura atravessou a fronteira do lazer para entrar nos consultórios médicos. No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde - NHS tem sido pioneiro no que se chama de "prescrição social". Em vez de apenas fármacos, os médicos estão a prescrever a participação em grupos, por exemplo, de leitura para pacientes com quadros leves de ansiedade, depressão ou isolamento social. Os dados sustentam esta prática: Redução do stress: Um estudo da Universidade de Sussex demonstrou que apenas 6 minutos de leitura profunda podem reduzir os níveis de stress em até 68%, sendo mais eficaz do que ouvir música ou caminhar. Longevidade cognitiva: Segundo dados da Universidade de Yale, publicados na revista Social Science & Medicine, pessoas que leem livros pelo menos 30 minutos por dia vivem, em média, 23 meses a mais do que os não leitores. O "efeito comunidade": O projeto The Reader, uma organização britânica que colabora com o sistema de saúde, provou que a leitura partilhada em grupo melhora a autoestima e a agilidade mental, funcionando como um antídoto contra a epidemia de solidão declarada pela OMS. Por que estamos todos a aderir? Esta febre  é um sintoma da nossa fome coletiva de profundidade. Depois do trabalho e do lar, as pessoas procuram um espaço de pertença e estes clubes preenchem o vazio das comunidades urbanas.  Além disso, com o excesso de publicações, confiamos no gosto de quem admiramos. Quando uma pessoa famosa diz "indico este livro", ele torna-se um elo de ligação entre milhões de leitores. Esse fenómeno conhecido como BookTok trouxe uma nova camada à leitura: ler o que a Dua Lipa indica é uma forma de sinalizar valores culturais, curiosidade intelectual e uma estética de vida consciente. Outro ponto relevante desta tendência é que está a salvar livrarias de bairro e a dar voz a autores periféricos e minorias, diversificando as prateleiras mundiais. Por fim, não se trata apenas de entretenimento; trata-se de saúde cognitiva. Num tempo em que o skimming (a leitura superficial de ecrã) está a atrofiar a nossa capacidade de foco, o clube do livro surge como um exercício mental. Praticar a leitura profunda em comunidade é uma forma de resistência neurológica contra a fragmentação da atenção provocada pelos algoritmos. O livro como ponte Este movimento dos clubes de leitura revela que, embora a tecnologia mude a forma como consumimos informação, nada substitui a magia de fechar o último capítulo e confrontar a nossa perspetiva com a do outro.  Seja num jantar temático num local secreto, num encontro silencioso em um jardim botânico ou numa cela em Downview, o clube do livro mostra que a leitura deixou de ser um ato solitário para se tornar uma troca de ligação humana.  A atualidade não é apenas sobre ler, e sim partilhar o que a leitura faz de nós. --- ## Summer Skin: brilho saudável e consciente neste verão - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/summer-skin-brilho-saudavel-e-consciente-neste-verao/ - **Data**: 2026-06-24 - **Atualizado**: 2026-05-29 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Estilo de Vida, Lifestyle - **Tags**: biocompatibilidade, Coola, cuidado com a pele, cuidado com o planeta, double cleansing, Drunk Elephant, filtro mineral, filtro solar, hidratação hídrica, homossalato, hormonas, ISDIN, Mádara, nutrir, octinoxato, oxibenzona, proteção mineral, Reef Safe, reparação lipídica, ritual de verão, sistema hormonal, verão, Vitamina C O novo luxo é a biocompatibilidade: descubra como proteger a sua pele sem comprometer o seu sistema hormonal ou o equilíbrio do planeta  Com o sol a bater recordes de temperatura, o cuidado com a pele deixou de ser uma questão de vaidade para se tornar um pilar do nosso bem-estar. No entanto, vivemos um paradoxo: ao tentarmos proteger a pele do sol, expomo-la muitas vezes a um cocktail de químicos sintéticos que o corpo não consegue processar. Acreditamos que estar informada é o único caminho para um glow que respeita a sua biologia. A "geração indoor" Como falamos neste outro post, um estudo do National Human Activity Pattern Survey (NHAPS) indica que passamos, em média, 90% do nosso tempo em espaços fechados. Esta realidade da "geração indoor" alterou a resistência da nossa pele, tornando a barreira cutânea mais vulnerável ao choque térmico e à radiação súbita do verão. Preparar a pele para o exterior é uma necessidade biológica para reduzir o stress oxidativo e regenerar a nossa saúde.  Para contrariar este choque, a vitamina C é obrigatória. Aplicar um sérum antioxidante de manhã, antes do protetor, cria uma segunda linha de defesa contra os radicais livres e a luz azul dos ecrãs, prevenindo as manchas que o sol teima em despertar. A anatomia do rótulo: o que o seu protetor esconde? A pele é uma esponja, não um escudo impermeável. Muitos filtros químicos convencionais são formulados com moléculas pequenas o suficiente para penetrar na derme e entrar na corrente sanguínea - um fenómeno conhecido como bioacumulação. A grande revelação dos estudos mais recentes, como o guia do EWG - Environmental Working Group, é que apenas uma pequena fração dos protetores no mercado são realmente seguros a longo prazo.  Ao comprar, é vital identificar os desreguladores endócrinos. Substâncias como a oxibenzona (benzophenone-3), o octinoxato e o homossalato são suspeitas de mimetizar hormonas, interferindo no sistema reprodutor e na tiróide. Além disso, muitos destes componentes são instáveis: quando expostos ao sol, degradam-se e podem libertar radicais livres, exatamente aquilo que deveriam prevenir. A alternativa biológica: filtros minerais Se procura uma proteção sem compromissos, a escolha recai sobre o filtro físico (ou mineral). Formulados com óxido de zinco ou dióxido de titânio, funcionam como espelhos que refletem a radiação. A vantagem é que não são absorvidos pelo organismo e são ideais para peles sensíveis, além de serem biodegradáveis e certificados como Reef Safe, ao contrário dos químicos que danificam os corais. A seleção GOB Para facilitar a sua escolha, selecionámos marcas que priorizam a biocompatibilidade: Coola (linha mineral):Rica em antioxidantes vegetais e texturas leves. Mádara:Focada na proteção contra a poluição e luz azul, ideal para o quotidiano urbano. Laboratórios de Biarritz (alga maris):O padrão de ouro em segurança mineral e proteção marinha. Drunk Elephant (umbra):Livre do que chamam de "Suspicious 6", ideal para quem tem pele reativa. ISDIN (gama mineral/eryfotona):Tecnologia avançada para reparação do ADN celular. Menos é mais: o ritual de verão Esqueça as rotinas complexas que sobrecarregam a barreira cutânea sob o calor. O verão pede skin streaming: simplificar para otimizar. Foca na proteção de dia e na recuperação profunda à noite. Rotina de dia: prevenir  Vitamina C: O seu escudo antioxidante matinal contra o sol e os ecrãs. Hidratação hídrica:Aplique um sérum de ácido hialurónico ou textura gel para repor a água que o calor irá evaporar. Proteção mineral:O passo final que sela a hidratação e protege a saúde. Rotina de noite: recuperar  Double cleansing:Use um óleo de limpeza para dissolver os filtros minerais, seguido de um gel suave. É a única forma de garantir que os poros respiram. Reparação lipídica:Pós-sol, procure ingredientes como ceramidas e niacinamida para "colar" as células da pele desidratadas pelo sal e cloro, devolvendo a barreira de proteção. Nutrir e acalmar:Deixe os ácidos fortes e o retinol para o inverno; agora é o momento de dar descanso e nutrição à pele. Proteger as hormonas, celebrar o verão Escolher um protetor solar não é apenas um gesto de beleza. Ao recusarmos fórmulas que intoxicam a nossa biologia e o oceano, estamos a redefinir o que significa 'estar bem'.  Este verão, que o seu brilho não venha de camadas sintéticas, mas de uma pele que respira, protegida pela ciência que respeita a vida. Um convite ao toque, à brisa e à luz, com a consciência de quem sabe que cuidar da pele é, em última análise, cuidar da nossa casa mais primária: o corpo.  Invista em filtros que protegem as suas hormonas tanto quanto protegem o seu rosto. O sol é um aliado; certifique-se apenas de que o seu escudo também o é. --- ## European Outdoor Film Tour 2025/2026: o maior festival de cinema outdoor da Europa volta a Lisboa - **URL**: https://girlsonboard.pt/cultura/cinema/european-outdoor-film-tour-volta-a-lisboa/ - **Data**: 2026-06-22 - **Atualizado**: 2026-05-27 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Cinema - **Tags**: 2025/2026, aventura, Cinema São Jorge, Drop the Line, ElladJ, EOFT, European Outdoor Film Tour, Freja's Back, Gipfeli of Switzerland, Kinema Producciones, Lisboa, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ONU, Portugal, Sheri, Wild Days Prepare a sua mochila e o seu espírito de aventura. Dia 22 de julho, Lisboa recebe pela segunda vez o European Outdoor Film Tour (EOFT), um evento que há 25 anos leva ao grande ecrã o que de melhor se faz no universo dos desportos de aventura e outdoor. Com uma produção da Moving Adventures GmbH e trazido a Portugal pela Kinema Producciones, o festival oferece mais do que entretenimento: é uma experiência de quase duas horas e meia que combina documentários de alta qualidade, apresentações dinâmicas e a presença de convidados especiais. A seleção EOFT 2025/2026: aventuras reais no grande ecrã O programa deste ano é composto por seis documentários filmados em 4K/5K, que nos levam a recantos selvagens do planeta através de histórias de superação e paixão: Wild Days Quatro amigos partem para uma ideia ousada: 50 dias de autonomia total atravessando o imponente maciço Denali, no Alasca, até alcançarem o oceano. Utilizando esquis, trenós de expedição e botes insufláveis (packrafts), o grupo mergulha numa busca pela verdadeira natureza selvagem.  Mais do que um desafio físico e mental, esta é uma jornada que estica o tempo, eleva o espírito e testa os limites da amizade de uma forma que apenas uma grande aventura consegue proporcionar. Produção: 2024, França, L’Endroit Films / Duração: 44 Min (versão EOFT) / Realização: Yohan Guignard / Com: Aurélien Lardy, Alexandre Marchesseau, Hélias Millerioux, Christophe Tricou Gipfeli of Switzerland O estudante Tobias Renggli encontrou a forma perfeita de "procrastinação desportiva": trocar os livros pelos cumes da Suíça.  O seu objetivo é percorrer os 26 cantões do país, a pé e de bicicleta, para alcançar os seus pontos mais altos. Mas nesta aventura, a performance cede lugar ao prazer: Tobias procura o melhor "gipfeli" (um croissant suíço) celebrando a paixão pela experiência e pelos sabores locais. Produção: 2025, Alemanha, Suíça, Black Forest Collective / Duração: 30 Min / Realização: Simon Straetker/ Com: Tobias Renggli, Martin Anthamattan, Nora Bergner, Heli Hoffmann, Flory Kern, Simon Zuberbühler Sheri Aos 50 anos, Sheri Tingey provou que a inovação não tem idade. Com uma mistura vibrante de genialidade e teimosia, esta designer abriu caminho na indústria outdoor ao criar um bote insuflável (packraft) revolucionário que se comporta como um caiaque.  Mais do que o sucesso de um produto, o filme retrata a jornada inspiradora de uma mulher que nunca deixou de reinventar a si mesma e a tudo o que a rodeia. Produção: Alpacka Raft, EUA, 2021 / Duração: 19 Min / Realização: James Q Martin / Com: Sheri Tingey, Thor Tingey, Roman Dial Wild Days Gipfeli of Switzerland Sheri Elladj Elladj Baldé esteve muito perto de alcançar o seu sonho olímpico, chegando quase ao topo da patinagem artística. Contudo, quando o plano original não funcionou, ele encontrou uma nova direção.  Ao trocar as arenas de competição pelo gelo selvagem da natureza canadiana, o patinador descobriu uma forma de alimentar a sua alma através da patinagem livre, transformando a sua jornada num sonho manifesto. Produção: Glimpse Films, Canadá/EUA, 2024 / Duração: 06 Min / Realização: Mike Schwartz / Com: Elladj Baldé Freja's Back Em 2024, uma queda grave na face norte de Les Droites, nos Alpes franceses, mudou a vida da escaladora Freja Shannon ao provocar-lhe uma fratura na coluna. Ignorando um prognóstico desanimador, Freja iniciou uma recuperação surpreendente que a levou de volta à rocha.  Este documentário acompanha o seu regresso triunfal e a tentativa de ascensão da via clássica "Ave Ceasar", nos Alpes suíços. Uma prova de que a resiliência pode vencer as barreiras mais difíceis. Produção: Britrock Films, Reino Unido, 2024 / Duração: 15 Min / Realização: Alastair Lee / Com: Freja Shannon, Ariane Moreau Drop the Line Após encerrar a sua carreira nas competições de freeride, Anthony Dutruy encontrou um novo desafio no speed riding, uma modalidade vertiginosa que combina esqui e parapente. E explorar os limites desta prática tornou-se a sua grande paixão.  O filme acompanha Anthony enquanto ele voa e esquia por encostas íngremes da Suíça, realizando descidas com as quais a maioria dos entusiastas do esqui apenas podem sonhar. Produção: 2025, Suíça / Duração: 3 Min / Realização: Anthony Dutruy, Max Garhammer / Com: Anthony Dutruy ElladJ Freja's Back Drop the Line Cinema com propósito: o compromisso com a agenda 2030 Tal como o seu evento "irmão" focado nos oceanos, o EOFT está 100% alinhado com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. O festival assume-se como um instrumento de sensibilização para a proteção e conservação dos espaços naturais, promovendo hábitos saudáveis e o amor pela natureza. Evento em Lisboa: Cinema São Jorge Em Portugal, a grande gala do outdoor terá lugar num local icónico e para além dos filmes, o evento conta habitualmente com sorteio de prémios. Local: Cinema São Jorge, Lisboa Data: 22 de julho | 19h Não fique apenas a ver de fora: venha viver a expedição connosco. Deixe-se contagiar pela energia destas histórias e sinta o impulso para a sua próxima grande aventura.  Assista abaixo ao trailer oficial e garanta já o seu lugar nesta viagem inesquecível! Nos vemos dia 22/07! https://www.youtube.com/watch?v=CV7RlS0Fvlc&source_ve_path=OTY3MTQ&embeds_referring_euri=https%3A%2F%2Fgirlsonboard.pt%2F --- ## Auroville, a cidade que não pertence a ninguém - **URL**: https://girlsonboard.pt/gob/gob-on-the-road/auroville-a-cidade-que-nao-pertence-a-ninguem/ - **Data**: 2026-06-21 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: GOB on the Road - **Tags**: 1968, Arka, Auroville, Buddha Garden, Cidade da Aurora, desenvolvimento humano, documentos guias, expansão de consciência, Hibiscus havaiano, humanity 2.0, Índia, KalaKendra, Matrimandir, Mirra Alfassa, Quiet Healing Center, Roger Anger, Solar Kitchen, Sri Aurobindo, trindade de Auroville, UNESCO, yoga integral Sem política, sem religiões e sem propriedade privada: o que a vida em Auroville nos ensina sobre a economia da contribuição e a beleza do amor supramental Depois de passarmos por diversos destinos como a anarquia de Christiania e pelo deserto “sem lei” de Slab City, o GOB on the Road deste mês aponta para o sul da Índia. Bem-vindos a Auroville, uma utopia futurista fundada em 1968 que parece ter sido projetada por uma inteligência de outro planeta para testar um único conceito: é possível vivermos em unidade, sem política, sem religiões e nacionalidades? Reconhecida pela UNESCO e pelo Governo da Índia, esta "Cidade da Aurora" é hoje o único experimento internacional (reconhecido) de transformação da consciência humana que sobrevive e cresce, desafiando as regras do mundo tal como o conhecemos. Os fundadores: o encontro entre a visão e a ação auroville.org auroville.org Auroville é o resultado do encontro entre dois gigantes espirituais: Sri Aurobindo e Mirra Alfassa, conhecida mundialmente como A Mãe. Aurobindo, um antigo revolucionário educado em Cambridge, trouxe a base intelectual: a ideia de que a humanidade não é o fim da evolução, mas uma fase de transição para uma consciência superior. Ele formulou os "Cinco Sonhos" para o futuro, prevendo uma união mundial que serviria de base para uma vida mais nobre. Se Aurobindo foi o visionário, a Mãe foi a arquiteta. Nascida em Paris e com uma sensibilidade artística e ocultista profunda, ela conheceu Aurobindo em 1914 e reconheceu nele a missão da sua vida. Foi ela quem deu corpo ao sonho, fundando a cidade em 1968 com um gesto simbólico: jovens de 124 nações depositaram terra dos seus países numa urna em forma de lótus. Para a Mãe, Auroville não era um lugar para pessoas santas, mas para aqueles que tinham sede de progresso e vontade de servir o Divino através do trabalho e da autodescoberta.  Hoje a comunidade conta com mais de 3.300 residentes permanentes, oriundos de 60 nações. Estar em Auroville é testemunhar um censo vivo de diversidade, onde o foco não é o passado ou a origem, mas sim a sede de progresso e a aspiração por uma vida "mais alta e verdadeira". Geometria sagrada: o Matrimandir auroville.org auroville.org Visualmente, Auroville é impactante. A cidade foi desenhada pelo arquiteto francês Roger Anger numa estrutura de espiral galáctica. No centro geométrico desta galáxia está o Matrimandir, uma esfera colossal revestida a discos de ouro que parece uma nave espacial acabada de aterrar. Não é um templo; é uma "sala de concentração"e tido como a alma da cidade. No seu interior, o silêncio é absoluto e o convite é à concentração.  Esta busca pela perfeição reflete-se também na natureza que abraça a esfera dourada. Para a Mãe, as flores eram "orações silenciosas" e mensageiras de estados de consciência, tendo ela atribuído nomes espirituais a cerca de novecentas espécies. O Hibiscus Havaiano, com as suas pétalas em tons de rosa-salmão ou damasco, foi nomeado a flor de Auroville com o significado de "beleza do amor supramental". Segundo a sua visão, esta flor "impele-nos a viver à sua altura", servindo como um lembrete vivo de que a beleza exterior da cidade é apenas um reflexo do despertar interior dos seus habitantes. O quotidiano: educação, bem-estar e trabalho auroville.org auroville.org Em Auroville, a rotina é uma extensão do yoga integral. Tudo o que se faz - desde cultivar a terra até desenhar um software - é considerado uma oportunidade de crescimento. É precisamente nesta prática que a cidade mais nos provoca através do seu modelo económico: uma economia de unidade que rompe com o capitalismo tradicional. Aqui, o objetivo final é a ausência de circulação de moeda fiduciária entre os residentes. Em vez do modelo clássico de salários, utiliza-se um sistema de "manutenção", onde os residentes contribuem com o seu trabalho para os serviços da cidade e recebem em troca uma quantia mensal que garante as suas necessidades fundamentais. É uma tentativa ambiciosa de substituir a sobrevivência mercantil pelo serviço coletivo, onde o trabalho é visto como uma oferenda à evolução da comunidade e essa visão reflete-se em todos os pilares da vida diária.  A educação, por exemplo, não tem exames ou prémios; o objetivo é a autodescoberta livre da criança e o papel do professor é o de um mentor ou facilitador, e não o de uma autoridade absoluta.  No campo do bem-estar, centros como o Quiet Healing Center e espaços como o Arka, focam-se em terapias aquáticas, holísticas e medicinas tradicionais como a Ayurveda, encarando a saúde como um equilíbrio da consciência. Acredita-se que a doença é muitas vezes um desequilíbrio interior e, por isso, as atividades de bem-estar focam-se em restabelecer a harmonia entre o corpo e o espírito. Essa busca por harmonia estende-se à agricultura e reflorestação, o verdadeiro "milagre verde" da cidade. Através de grupos como o Buddha Garden, residentes e voluntários trabalham lado a lado na colheita e na preservação de sementes não modificadas, tratando o solo como um organismo vivo que sustenta as cozinhas comunitárias.  A economia da cidade é igualmente alimentada por empresas sociais. Unidades de produção criam desde incensos e velas até moda sustentável e cerâmicas, seguindo rigorosos princípios de comércio justo que levam o nome de Auroville a todo o mundo. Este ecossistema vibra também no centro cultural KalaKendra, onde artistas de todas as nacionalidades fundem estilos orientais e ocidentais, transformando a produção económica numa celebração artística. Por fim, o espírito de coletividade atinge o seu expoente máximo no ritual da Solar Kitchen. Utilizando um enorme concentrador solar no topo do edifício para cozinhar refeições para milhares de pessoas diariamente, este espaço é o ponto de encontro vital da comunidade. Almoçar na Solar Kitchen é o momento em que a escala humana de Auroville se torna visível, partilhando a comida orgânica vinda diretamente das quintas locais.  Humanidade 2.0 auroville.org auroville.org A sustentabilidade em Auroville não é uma etiqueta de marketing, mas uma regeneração do território. O que antes era um deserto estéril de terra vermelha é hoje uma floresta densa graças à plantação de mais de 3 milhões de árvores. Este ecossistema em evolução reflete-se na mobilidade diária, onde as bicicletas elétricas Kinisi são o transporte escolhido, e há projetos de vanguarda como o "Humanity 2.0", que debate o futuro da consciência através do veganismo e da vida consciente. Tudo, desde a rádio local até às escolas de educação integral, está desenhado para que o indivíduo descubra a si próprio enquanto serve o todo. A utopia como disciplina Ao contrário de outros destinos de estilo de vida, Auroville não se oferece como um retiro de férias espiritual. Tornar-se um auroviliano é um processo exigente que envolve 12 meses como "recém chegado", onde a resiliência e o alinhamento com os valores da cidade são testados. É necessário provar que se consegue contribuir para a comunidade e que se está alinhado com o ideal de evolução humana, longe das divisões religiosas ou políticas. É um lembrete de que a utopia não é um lugar de descanso, mas sim um local de trabalho árduo e evolução constante.  A trindade de Auroville: os documentos guia auroville.org auroville.org Tudo o que acontece na cidade, do sublime ao mundano, é guiado por três documentos fundamentais deixados pela Mãe. Eles não são leis rígidas, mas sim uma bússola moral para quem escolhe este modo de vida: A carta de Auroville: É o contrato social da cidade. Estabelece que Auroville pertence à humanidade como um todo e a ninguém em particular. Para viver aqui, é necessário ser um "servidor voluntário da Consciência Divina". A Carta define o local como um lugar de educação infinita e progresso constante - uma ponte entre o passado e o futuro que utiliza todas as descobertas (materiais e espirituais) para manifestar uma unidade humana real. Um sonho: A visão da sociedade ideal. Um lugar de paz e harmonia onde os instintos de luta são usados apenas para vencer o sofrimento e a ignorância. Neste "sonho", as necessidades do espírito têm precedência sobre os desejos e prazeres materiais; a educação não serve para obter certificados, mas para enriquecer faculdades; e o dinheiro deixa de ser o "senhor soberano", dando lugar ao valor individual e à fraternidade real. Para ser um verdadeiro Auroviliano: O guia para a descoberta interior. Exige que se domine o ego e se abandone o sentido de posse pessoal para encontrar o ser livre e vasto que habita em cada um. Organizar o mundo ao nosso redor é a ferramenta chave para trazer ordem ao nosso mundo interior. O pilar para encarnar uma consciência superior no dia a dia. Visitar Auroville Para quem sente o chamado desta 'Cidade da Aurora', a experiência vai muito além da observação. Dica GOB: Se visitares Auroville, podes participar em muitos dos workshops e terapias que são abertos a visitantes. É a melhor forma de "sentir" a vibe do lugar através da ação. Contemplação: O Matrimandir permanece aberto diariamente (9h-17h). Exploração: Utilize os serviços de aluguer de bicicletas elétricas para percorrer as zonas de floresta e os diferentes assentamentos. Respeito: Auroville não é um parque temático. O silêncio, a autodisciplina e o respeito pelo ideal de unidade são as "regras da casa". --- ## Casa Viva: como trazer a alma da natureza para o seu refúgio - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/casa/casa-viva-como-trazer-a-alma-da-natureza-para-o-seu-refugio/ - **Data**: 2026-06-17 - **Atualizado**: 2026-05-27 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Casa - **Tags**: areia, Casa Viva, cozinha al fresco, design biofílico, duches de jardim, Edward O. Wilson, habitar o equilíbrio, janelas como molduras vivas, madeira, materiais orgânicos, natureza, NHAPS, pátios interiores, pedras, texturas terrosas Mais do que plantas em vasos, descubra como integrar elementos orgânicos, texturas de areia e cozinhas ao ar livre para criar uma casa que respira A nossa casa deve ser o nosso santuário, e não há melhor arquiteto do que a própria natureza. E a tendência "indoor-outdoor" evoluiu: já não queremos apenas ver o jardim através da janela, queremos que ele faça parte da nossa rotina. Conheça as soluções que estão a transformar interiores e a trazer a sensação de paz e  tranquilidade. A ciência da Casa Viva: O que é o design biofílico? Pinterest O termo Design Biofílico (do grego bios, vida, e philia, amor) foi popularizado nos anos 80 pelo biólogo de Harvard, Edward O. Wilson, a considerar o fato de que os seres humanos têm uma necessidade genética de conexão com o mundo natural. Um estudo do National Human Activity Pattern Survey (NHAPS) indica que passamos, em média, 90% do nosso tempo em espaços fechados. Numa era de "geração indoor", esta corrente da arquitetura utiliza luz solar, materiais orgânicos e formas fluidas para reduzir os níveis de stress e regenerar a nossa saúde mental. Mais do que decoração, é a ciência de criar espaços que nos lembram que também somos natureza e integrá-la em nosso lar não um luxo, mas uma necessidade biológica. A cozinha "al fresco": o coração da casa agora bate lá fora Pinterest Pinterest Pinterest A cozinha deixou de ser um espaço fechado entre quatro paredes. As cozinhas de exterior (ou adjacentes ao jardim) permitem que o ato de cozinhar seja acompanhado pelo sol e pela brisa. Use bancadas de pedra natural e integre ervas aromáticas diretamente na zona de preparação. Cozinhar com vista para o verde reduz o stress e transforma as refeições em rituais de conexão. Texturas terrosas: a areia e o barro como decoração Pinterest Pinterest Pinterest A paleta de cores de 2026 é inspirada nas praias selvagens e nas dunas. Podes aplicar acabamentos em cal ou microcimento que imitam a textura da areia, tapetes de fibras naturais (juta, sisal) e objetos de cerâmica artesanal. Estes elementos trazem uma sensação tátil que nos "aterra" e acalma os sentidos. Duches de jardim e pátios interiores Pinterest Pinterest Pinterest Imagine começar o dia com um duche onde o teto é o céu. Os pátios interiores com claraboias ou zonas de banho integradas em pequenos jardins de inverno estão a ganhar destaque. É o luxo da simplicidade: água, luz natural e vegetação no momento mais privado do dia. Janelas como molduras vivas Pinterest Pinterest Pinterest O mobiliário agora é posicionado para privilegiar a vista. Em vez de focar a sala na televisão, a orientação volta-se para o horizonte. Grandes vãos de vidro que desaparecem nas paredes criam uma continuidade visual onde a sala e o terraço se tornam um só espaço. Materiais que contam histórias Pinterest Pinterest Pinterest Madeira de recuperação, cortiça portuguesa e pedras irregulares. Trazer estes materiais para dentro de casa é trazer a imperfeição perfeita da natureza. Não se trata de ter uma casa "impecável", mas sim uma casa que se sente viva e acolhedora. Quer ir mais além? Areia como elemento de design Pinterest Se procura uma experiência sensorial completa, por que não trazer a areia literalmente para dentro? Integrar uma "caixa de areia" ou uma zona rebaixada na sala de estar, onde os pés podem tocar o grão enquanto relaxa, é o expoente máximo do design biofílico. Esta solução não só melhora a temperatura do espaço, como cria um ponto de ancoragem imediato com o exterior, transformando a sua zona de descanso num refúgio de praia permanente, onde o conforto e a natureza coexistem sem barreiras. Habitar o equilíbrio Trazer a natureza para dentro de casa não se resume a seguir uma tendência estética; é um convite para desacelerar e habitar o presente. Ao trocarmos as superfícies frias e sintéticas por texturas que convidam ao toque e espaços que celebram a luz e o ar, estamos a investir na nossa própria regeneração. O segredo de uma "casa viva" reside na coragem de derrubar as barreiras entre o que construímos e o que a terra nos oferece. Afinal, a melhor decoração é aquela que nos faz sentir, finalmente, que chegámos a casa. --- ## Birdnesting: e se no divórcio quem mudasse de casa fossem os pais? - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/maternidade/birdnesting-divorcio-quem-muda-de-casa-os-pais/ - **Data**: 2026-06-16 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Maternidade - **Tags**: birdnesting, Co-op Legal Services, co-parentalidade, co-paternidade, criança-mochila, divórcio, Dra. Ann Gold Buscho, Malin Bergström, ninho, saúde mental dos filhos, separação, The Parent's Guide to Birdnesting, troca de casa Conheça a modalidade de separação que mantém o "ninho" intacto e prioriza a saúde mental dos filhos O divórcio é, tradicionalmente, sinónimo de malas feitas. Durante décadas, o modelo padrão impôs às crianças a logística da guarda partilhada: alternar semanas, mochilas e rotinas entre duas moradas. Mas e se pudéssemos manter o "ninho" intacto e transferir o esforço da mudança para os adultos? É aqui que surge o Birdnesting (aninhamento) - uma modalidade de co-parentalidade onde as crianças permanecem na residência da família e os pais se revezam, alternando quem está "de serviço" em casa e quem vive num alojamento secundário. O ninho como prioridade O termo vem da natureza: nas aves, os pais voam para dentro e para fora do ninho para cuidar das crias, mas o ninho nunca se move. No contexto humano, o objetivo é minimizar o impacto psicológico da separação, preservando a estabilidade geográfica, escolar e social dos filhos num momento de grande vulnerabilidade. Embora ainda seja um modelo emergente, o Birdnesting vem ganhando adeptos devido à priorização da saúde mental infantil. Estabilidade emocional: Segundo a Dra. Ann Gold Buscho, psicóloga clínica e autora de The Parent's Guide to Birdnesting, este modelo permite que a criança processe a mudança na relação dos pais sem a "perda" adicional do seu espaço seguro e dos seus objetos de referência. Adoção no terreno: No Reino Unido, um levantamento do escritório Co-op Legal Services revelou que 11% dos pais separados já experimentaram ou utilizam o aninhamento como solução de transição. O "modelo ponte": Na Suécia, país pioneiro na guarda partilhada, estudos como o de Malin Bergström confirmam: a estabilidade de rotina é o fator determinante para a saúde mental dos filhos, validando o uso do birdnesting como uma transição estratégica. O modelo é frequentemente utilizado como uma "quarentena emocional" - um período de 6 a 12 meses que permite uma transição suave para que a família se reorganize antes de uma mudança definitiva de morada.  Os desafios profundos Para os adultos, o birdnesting exige uma dinâmica que vai muito além de dividir despesas. O desafio real é a manutenção de uma fronteira invisível num espaço que continua a ser partilhado. Viver na casa onde outrora se partilhou uma vida a dois pode tornar o luto da separação mais lento, pois o ambiente está cheio de gatilhos que forçam o pai ou a mãe a confrontar a ausência do outro diariamente. Além disso, há o risco do desenraizamento, ou seja, o perigo de os pais se tornarem "hóspedes da própria vida", vivendo permanentemente entre as malas. Sem um espaço que sintam ser verdadeiramente seu, pode surgir uma sensação de isolamento e cansaço mental por não terem um refúgio pessoal. Vale lembrar que o sucesso do ninho depende de uma coordenação impecável. Detalhes triviais - como a reposição da despensa ou a limpeza - tornam-se, em casais com histórico de conflito, armas de micro-agressão passivo-agressiva, transformando a casa num campo de tensão invisível. Por isso, este método não é indicado para todas as famílias. Para que o birdnesting funcione de forma a ser bom para todos, deve haver um nível de cooperação e maturidade que transcenda o ressentimento da separação. Sem essa base de respeito mútuo, o que deveria ser um porto seguro para os filhos pode tornar-se, ironicamente, um cenário de hostilidade silenciosa. Além da logística, há o desafio da identidade. Alguns se perguntam como evoluir para novos relacionamentos quando o centro da rotina ainda é o sofá da antiga vida de casado? Para muitos, o "ninho" pode tornar-se uma âncora que impede o recomeço emocional. Sem fronteiras e acordos claros, o ninho deixa de ser um refúgio para os filhos e torna-se um local de desconforto para os adultos. O fim da "criança-mochila" O Birdnesting não é uma solução mágica, mas é uma nova perspectiva na forma como pensamos a família em 2026. Ele desloca o foco da conveniência dos adultos para a estabilidade das crianças, pondo fim à era da 'criança-mochila' - aquele movimento perpétuo de quem vive entre as malas a mudar de casas, sem nunca se sentir pertencente. Encarado muitas vezes como uma fase de transição, este modelo convida-nos a uma reflexão: se fomos nós, os adultos, que decidimos mudar o rumo da relação, por que razão deveriam ser os nossos filhos a carregar o peso da mudança física imediata? --- ## Cholitas Escaladoras: a revolução das polleras coloridas no topo do Mundo - **URL**: https://girlsonboard.pt/desporto/cholitas-escaladoras-a-revolucao-das-polleras-coloridas-no-topo-do-mundo/ - **Data**: 2026-06-15 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Aventura, Desporto - **Tags**: Aconcágua, Acotango, aguayos, Ana Lia Gonzales, Aymara, Bolívia, Cecilia Liusco, Cholitas, Cholitas Escaladoras, Cordilheira dos Andes, Documentário Cholitas, Dora Magueño, Elena Quispe, Everest, Fit for Life, Higher than Fear, Huayna Potosí, Illimani, indígenas, La Paz, Lidia Huayllas, Lita González, mantas, ONU, Pachamama, pollera, Quechua, Sajama, UNESCO Conheça as mulheres bolivianas que trocaram as cozinhas das expedições pelos cumes, escalando com dignidade, coragem e as suas saias tradicionais @cholitasescaladoras Nas cordilheiras geladas da Bolívia, a mais de 6.000 metros de altitude, surge uma imagem que desafia todas as convenções do alpinismo ocidental. No meio do branco imaculado da neve, destacam-se o rosa vibrante, o verde esmeralda e o roxo profundo. Não são casacos técnicos de última geração; são as polleras -  saias tradicionais de múltiplas camadas das mulheres indígenas. Embora profundamente enraizadas na cultura Aymara, estas mulheres tornaram-se o rosto da resiliência indígena e mestiça da Bolívia, acolhendo outras etnias, como as Quechua. Mais do que um coletivo desportivo, as Cholitas Escaladoras representam um grupo que decidiu que o seu lugar não era apenas nos bastidores do acampamento base, mas no topo das montanhas mais altas da América Latina. A rebelião das cozinheiras: como tudo começou A história das Cholitas Escaladoras não começa com um patrocínio desportivo, mas sim com uma pergunta persistente. Durante anos, mulheres como Lidia Huayllas e Dora Magueño trabalharam na sombra. Elas carregavam os mantimentos e preparavam as refeições para os turistas no acampamento base, a 5.000 metros, enquanto viam os seus maridos e filhos subirem até ao cume. Numa tarde de 2015, Lidia perguntou ao marido, um guia de montanha: "Como é lá em cima? Porque é que nós não podemos ir?". A resposta típica era de que as polleras eram pesadas demais ou que o corpo feminino não aguentaria a pressão. Mas, nesse mesmo ano, um grupo de 11 mulheres decidiu que o "não" já não era suficiente.  @cholitasescaladoras Munidas com o seu traje tradicional e uma determinação de ferro, subiram o Huayna Potosí (6.088m). Quando chegaram ao cimo e viram as luzes de La Paz lá em baixo, perceberam que nunca mais voltariam a ser "apenas" as cozinheiras da montanha. Identidade sobre o gelo O que torna as Cholitas únicas é a sua recusa em abandonar a identidade cultural para praticar desporto. Elas escalam usando as saias volumosas que são o símbolo da resistência indígena. Nas suas mantas e aguayos (xales tradicionais) carregam os seus pertences e integram, de forma única, os crampons e picaretas aos seus trajes tradicionais. Sob as saias, usam calças térmicas modernas, e sobre as mantas, os arreios de segurança. É o encontro perfeito entre a ancestralidade e a técnica desportiva. @cholitasescaladoras Conquistas sem fronteiras: Do Aconcágua ao Kilimanjaro Desde aquele primeiro cume em 2015, o grupo (que hoje conta com cerca de 16 membros ativos) tem acumulado vitórias impressionantes, subindo picos que muitos alpinistas profissionais consideram desafios de uma vida: 2015-2016 - O batismo de altitude: Conquistaram os picos emblemáticos da Bolívia: Huayna Potosí (6.088m), Acotango (6.052m) e o temido Illimani (6.438m), o guardião da cidade de La Paz. 2017 - o vulcão mais alto da Bolívia: Subiram o Sajama (6.542m), enfrentando ventos gelados e terrenos extremamente técnicos, sempre com as suas saias coloridas a flutuar sobre o gelo. 2019 - o teto das Américas (Aconcágua): Este foi o marco internacional. Lidia Huayllas, Cecilia Llusco, Dora Magueño, Ana Lia Gonzales e Elena Quispe viajaram até à Argentina para escalar o Aconcágua (6.962m). Ao chegarem ao topo do pico mais alto fora da Ásia, provaram ao mundo que a sua técnica era tão sólida quanto a sua cultura. 2026 e o futuro - o Everest no horizonte: O grande sonho do grupo continua a ser levar a pollera boliviana ao topo do Everest (8.848m). Elas já iniciaram campanhas de financiamento e treinos específicos para mostrar que as mulheres indígenas podem conquistar o ponto mais alto da Terra. Das Cordilheiras para Paris: o reconhecimento da UNESCO Em junho de 2025, Lita González - que tem assumido um papel de liderança internacional e coordenação do coletivo, representando a nova geração das Cholitas - levou a voz do coletivo à sede da UNESCO em Paris, durante o evento "Higher than Fear" (Mais Alto que o Medo). O painel foi descrito como um ato de justiça histórica e uma vitória para as mulheres indígenas. @cholitasescaladoras Lita afirmou perante o auditório que a pollera - a mesma que a sua avó usava - já não é um motivo de vergonha mas uma bandeira de luta e dignidade que agora voa nos cumes mais altos. Este traje tradicional foi reconhecido pela Organização como um símbolo de resiliência e diversidade cultural. A história delas foi integrada no programa Fit for Life da própria UNESCO, o qual promove o desporto como uma ferramenta essencial para a transformação social e a igualdade de género. Elas são agora o rosto global de como o desporto pode empoderar comunidades historicamente silenciadas. Além do desporto: o ativismo social @cholitasescaladoras Escalar, para estas mulheres é um ato político. Na Bolívia, o termo "Cholita" foi, durante gerações, usado para marginalizar as mulheres indígenas. Ao usarem as suas roupas tradicionais no topo da montanha, elas estão a dizer: "Nós pertencemos aqui. A nossa cultura é a nossa força e orgulho não a nossa fraqueza." Mesmo lutando contra o racismo e o sexismo, elas criaram a sua própria associação de guias e hoje inspiram as suas filhas e netas a verem as montanhas não como um limite, mas como um direito. "Disseram-nos que as mulheres não podiam escalar, que o nosso lugar era na cozinha. Mas na montanha somos todas iguais. O vento não pergunta quem tu és, ele sopra para todos." - Lidia Huayllas O impacto delas foi tão grande que a sua jornada foi imortalizada no documentário "Cholitas" de 2019, premiado em vários festivais internacionais, que mostra a expedição ao Aconcágua e a profunda espiritualidade que as une à Pachamama (Mãe Terra).  @cholitasescaladoras Deixe-se encantar e emocionar com o trailer do filme: https://www.youtube.com/watch?v=j1H47Uq4X0c --- ## A morte dos empregos corporativos: estamos a fingir que trabalhamos? - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/trabalho-e-carreira/a-morte-dos-empregos-corporativos/ - **Data**: 2026-06-14 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Trabalho e Carreira - **Tags**: a morte dos empregos corporativos, Adobe Creator, Alex McCann, bullshit jobs, burnouts, crise de fé, David Graeber, Deloitte, economia do vazio, estamos fingindo que trabalhamos?, falta de identidade, Fortune, mecanismo de financiamento para o trabalho real, perda de crença, qualidade de vida, The Death of the Corporate Job Por que a carreira tradicional se tornou um teatro de performance e como os profissionais mais despertos estão a usar o sistema como trampolim Já alguma vez deste por ti numa reunião de 40 minutos a tentar explicar o teu cargo e, a meio, percebeste que estavas apenas a usar palavras complicadas para convencer os outros (e a ti próprio) de que a tua função existe? Inspirado pela reflexão de Alex McCann, "The Death of the Corporate Job", o cenário de 2026 revela uma ferida aberta: o trabalho corporativo tradicional não está a morrer por causa de uma crise económica, ou devido à IA, mas por causa de uma crise de fé. A estrutura continua lá, os edifícios de vidro brilham, mas a crença de que aquela atividade constrói algo de valor está a evaporar-se. A Economia do vazio Tornámo-nos "intermediários humanos" entre sistemas que provavelmente poderiam comunicar sozinhos. Passamos o dia a "facilitar alinhamentos" e a criar apresentações que ninguém lê, para alimentar processos que ninguém questiona. É o que o antropólogo David Graeber chamou de "bullshit jobs" (trabalhos de merda), mas com um novo nível de sofisticação: agora, criámos ecossistemas inteiros de disparates mútuos: estamos perante uma proliferação de funções que até quem as exerce suspeita serem inúteis. É um pacto de silêncio: o consultor entrega o óbvio, o analista entrega o incerto e o gestor aprova o desnecessário.Todos percebem que a estrutura é oca e que o trabalho é, muitas vezes, apenas uma encenação, mas ninguém o admite em voz alta porque porque as contas precisam de ser pagas. O emprego como "subsídio" para a vida real O fenómeno mais fascinante dos últimos anos é o surgimento do sistema paralelo. Enquanto mantêm as suas “personas” corporativas e os seus fatos - ou fundos de video chamadas profissionais - muitos estão a usar a infraestrutura da empresa, como o salário estável e o portátil, o tempo entre reuniões inúteis, como um subsídio para a construção de uma autonomia futura e algo em que realmente acreditam. O emprego corporativo deixou de ser um destino, uma identidade ou propósito. E tornou-se um mecanismo de financiamento para o trabalho que realmente importa: o projeto pessoal, a pequena marca artesanal, a prestação de serviços por fora ou  a criação de algo que tenha valor tangível. A desconexão das novas gerações Para quem entrou no mercado de trabalho nos últimos anos, a ilusão é impossível de manter. Eles são "estrategistas de crescimento" que nunca fizeram nada crescer e "líderes de inovação" que apenas gerem burocracia. Em vez de uma crise existencial, adotaram uma aceitação pragmática: jogam o jogo, vestem o uniforme, mas as suas mentes e corações já estão noutro lugar, a traçar rotas de fuga. Dados recentes da Fortune e Deloitte indicam que cerca de 70% desta geração já não aspira a cargos de gestão tradicional, preferindo a liberdade de projetos à responsabilidade burocrática da pirâmide corporativa, pois viram os seus pais e chefes sofrerem burnouts e decidiram que a responsabilidade corporativa não compensa a perda de qualidade de vida. Além disso, segundo um relatório da Adobe Creator, 1 em cada 4 jovens já gere o seu próprio negócio ou plataforma em paralelo, usando o escritório apenas como um campo de treino e financiamento para a sua autonomia real. Da identidade à infraestrutura O trabalho corporativo está a morrer como as religiões morrem: lentamente, através da perda de crença. As igrejas e os escritórios continuam abertos, mas a devoção desapareceu.  A liberdade começa quando deixas de ver o teu cargo como a tua essência e passas a vê-lo como uma ferramenta. Podes continuar a sorrir nas reuniões e a cumprir as tarefas, mas com a clareza de que o teu valor real não depende daquela assinatura de e-mail. Se o sistema te pede uma performance, entrega o teu melhor papel, mas guarda a tua verdade para o que realmente constrói o teu futuro. --- ## Rota das Algas: onde a oceanografia encontra a alta gastronomia - **URL**: https://girlsonboard.pt/ecologia/natureza/rota-das-algas-onde-a-oceanografia-encontra-a-alta-gastronomia/ - **Data**: 2026-06-11 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Natureza - **Tags**: algas, Atlantic Wild Wisdom - Memmo Baleeira, biologia marinha, costa portuguesa, ecologia, fine dining, Fundação Calouste Gulbenkian, gastronomia, IPMA, Joana Duarte, literacia, natureza, oceano, Out of the Blue - Matosinhos, Porto de Pesca, Portugal, Projeto Rota das Algas, sensibilização, Série Movimento Portugal detém uma das maiores Zonas Económicas Exclusivas do mundo -   faixa marítima que se estende até 200 milhas náuticas (cerca de 370 km) da costa de um país - mas durante séculos olhámos para o mar quase exclusivamente em busca de recursos extrativos. No entanto, para além da pesca tradicional, o nosso oceano esconde ecossistemas vitais, como as florestas de algas: verdadeiros bosques subaquáticos que garantem o equilíbrio do planeta e o qual já abordamos neste outro post.  É neste cenário de urgência ambiental e potencial inexplorado que surge a Rota das Algas. Fundado pela bióloga e chef Joana Duarte, o projeto transforma esta visão, provando que a sustentabilidade marinha começa na literacia e termina na nossa ligação profunda com o território. @rotadasalgas @rotadasalgas @rotadasalgas O perfil da mentora: ciência e fogo A autoridade do projeto assenta no percurso singular da sua fundadora. Joana Duarte é licenciada em Biologia Marinha e Biotecnologia pelo IPLeiria e Mestre em Oceanografia pela Universidade de Cádiz. Iniciou a sua carreira no IPMA - Instituto Português do Mar e da Atmosfera, investigando recursos pelágicos como a sardinha e a anchova, mas a sua busca pela tradução prática desse conhecimento levou-a a Barcelona. Ali, formou-se em cozinha na prestigiada Escola Hoffmann. Com mais de 17 anos de experiência em restaurantes estrelados e conceitos de fine dining, a Joana cruza hoje o laboratório com o fogão, criando uma ponte inédita entre a investigação científica e o património imaterial das comunidades costeiras. Um manifesto de literacia e património A Rota das Algas é um projeto de literacia dos oceanos que atua ao longo da costa continental e das ilhas, promovendo o conhecimento e o uso sustentável das macroalgas enquanto recurso ecológico, alimentar e cultural. O projeto articula expedições no litoral que ensinam a "ler" o ecossistema entre-marés, iniciativas que aumentam a literacia científica e sensibilizam para a fragilidade dos ecossistemas marinhos, além das experiências gastronómicas que usam a alga como protagonista, unindo a biologia à técnicas culinárias. @rotadasalgas @rotadasalgas @rotadasalgas Porto de Pesca: a homenagem às comunidades Um dos braços mais vibrantes do projeto é o Porto de Pesca. Realizado nos portos do litoral português, este é um espaço dedicado à valorização das comunidades piscatórias e à integração das algas nos saberes tradicionais.  Este programa promove o diálogo entre tradição e inovação através de encontros interdisciplinares, que reúnem pescadores, cozinheiros, artistas e investigadores. Abordam também as vivências partilhadas através de refeições comunitárias, exposições e conversas que honram as pessoas do mar e a sua relação profunda com os recursos marinhos, garantindo a transmissão de conhecimento entre gerações. Colaborações de elite: da Gulbenkian ao ecrã A versatilidade da Rota das Algas reflete-se na diversidade dos seus palcos: Fundação Calouste Gulbenkian: Participação na programação cultural (2025), elevando a literacia oceânica ao debate intelectual contemporâneo. Out of the Blue (Matosinhos): Focado na gestão sustentável dos oceanos e na alimentação do futuro, o evento é o palco ideal para a visão interdisciplinar de Joana (2024/2025). Atlantic Wild Wisdom (Memmo Baleeira): Uma imersão que funde natureza e gastronomia (2025). Cultura Visual: Protagonismo no Episódio 1 da série documental "Movimento", de João Kopke (2024), que ilustra a estética e a ética do projeto. Como pode ver abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=rA5RnCA9gnE&t=9s A experiência: habitar a maré Para quem procura ir além da teoria, a Rota das Algas oferece um percurso interpretativo de cerca de 3 horas durante a maré vazia. É uma aula viva de oceanografia, ecologia e astronomia aplicada, onde se aprende a identificar e colher espécies como a Alga Trufa ou o Codium de forma responsável e saborosa. São grupos de até 6 pessoas e o local é itinerante pela costa portuguesa e ilhas. O mar como identidade Quando uma mestre em oceanografia e chef de cozinha nos convida a baixar o corpo para observar a vida que pulsa numa rocha molhada, o que ela nos oferece é um novo alfabeto para ler o nosso próprio país. A Rota das Algas recorda-nos que a verdadeira economia azul não se constrói apenas com tecnologia de ponta ou relatórios de sustentabilidade, mas com o fortalecimento dos laços invisíveis entre as pessoas e a água. Habitar a maré e entender o ritmo da Lua não são exercícios de nostalgia; são ferramentas de sobrevivência e consciência. Ao trazer as algas para o centro da mesa e o porto de pesca para o debate, Joana transforma um recurso botânico num manifesto político e cultural. Ela prova que o futuro da nossa resiliência alimentar está, literalmente, debaixo dos nossos pés. Proteger o oceano deixa de ser uma escolha ecológica abstrata para se tornar algo mais urgente, como a preservação da nossa própria essência, moldada pelo sal e pela persistência de quem sabe que o mar é, e sempre foi, o nosso caminho. @rotadasalgas @rotadasalgas @rotadasalgas --- ## Mulheres de Portugal: a nova geração de protagonistas do desporto mundial - **URL**: https://girlsonboard.pt/desporto/mulheres-de-portugal-a-nova-geracao-de-protagonistas-do-desporto-mundial/ - **Data**: 2026-06-10 - **Atualizado**: 2026-05-29 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Desporto - **Tags**: águas abertas, atletas portuguesas, ciclismo, Dia de Portugal, futebol, judo, Maria Martins, Matilde Ribeiro, mulheres do desporto portugues, natação, Patrícia Sampaio, skate, Surf, Teresa Bonvalot, Yolanda Hopkins Neste 10 de Junho, celebramos as atletas que estão a reescrever o desporto com recordes, audácia e talento. Conheça quem eleva a bandeira nacional Portugal já não é apenas o país dos descobridores do passado; hoje, as nossas maiores conquistas são assinadas por mulheres que dominam o asfalto, as ondas, os relvados e as correntes dos rios. Elas não estão apenas a participar, estão a liderar. Conheça as atletas que personificam o nosso orgulho luso. A magia no betão e no relvado Reprodução: @mati_ribeiro_ Reprodução: @kika.nazareth Matilde Ribeiro: A irreverência sobre rodas  Se o skate é a nova linguagem da juventude urbana, Matilde Ribeiro é a sua intérprete mais audaz. A competir ao mais alto nível no circuito mundial de Street, Matilde tem levado a técnica nacional aos grandes palcos internacionais, batendo-se com as melhores do mundo. Ela personifica a nova vaga: focada na precisão técnica e determinada em manter o skate feminino português no mapa das grandes competições mundiais. Francisca "Kika" Nazareth: a prodígio do futebol Kika Nazareth já não é apenas uma promessa; é a realidade vibrante do futebol de elite. Em 2026, consolidada como uma das peças-chave do FC Barcelona, continua a espalhar magia na Liga F e na Champions League. A sua capacidade de decidir jogos (como os golos decisivos marcados recentemente em maio) prova que o talento português não tem fronteiras. Ela mostra a criatividade nacional que encontrou no relvado o seu melhor palco. Velocidade e precisão Reprodução: @maria_martinss1999 Reprodução: @yo_surf Reprodução: @teresabonvalot Maria Martins ("Tata"): a maestrina do velódromo No ciclismo de pista, Maria Martins continua a pedalar contra a história. A primeira portuguesa a chegar aos Jogos Olímpicos nesta modalidade continua a ser uma presença constante no topo europeu. Ela é a prova de que a elegância e a potência podem coexistir numa pista circular, onde cada segundo é uma batalha vencida. Teresa Bonvalot e Yolanda Hopkins: as donas do Atlântico No surf, o duo dinâmico Teresa e Yolanda continua a elevar o nome de Portugal. Elas não só dominam as ondas nacionais, como são presenças fixas no circuito mundial (CT). Elas representam a garra da mulher portuguesa que enfrenta o oceano de frente, transformando a nossa costa num dos centros mais respeitados do surf mundial. Resiliência: do tatami ao mar aberto Reprodução: @sampaiolovesjudo Reprodução: @angelicamrandre Patrícia Sampaio: a garra no tatami No Judô, o nome que faz vibrar as arenas internacionais é o de Patrícia Sampaio. Aos 26 anos, a judoca de Tomar já não é apenas uma promessa, mas uma das forças mais temidas na categoria de -78kg. Com uma resiliência invulgar e uma técnica apurada que já lhe valeu pódios nos Grand Slams mais prestigiados do mundo, Patrícia personifica a nova geração que luta sem medo do estatuto das adversárias. Angélica André: a rainha das águas abertas Angélica André continua a ser uma das nadadoras mais influentes do mundo. Recentemente, consolidou o seu lugar no Top 5 do ranking mundial de águas abertas. Seja no Dubai ou nos campeonatos europeus, ela é sinónimo de consistência. Domina a arte de nadar quilómetros contra o tempo e os elementos, provando que a ligação de Portugal com o mar é eterna, mas agora traduzida em pódios e recordes. O que une estas mulheres? Neste Dia de Portugal, Camões daria lugar a estas novas navegadoras. O que as une é a descentralização do talento e a recusa do impossível. Elas vêm de clubes locais, de skateparks de bairros e também de centros de alto rendimento, mas todas partilham a mesma "ilustre gente lusitana" que não teme o desconhecido. Este 10 de Junho não é apenas uma data no calendário; é o reconhecimento de que, através destas mulheres, Portugal está a conquistar novos mundos e desta vez, no pódio. --- ## Oceano como destino: 5 razões para não perder o IOFT Vol. 12 - **URL**: https://girlsonboard.pt/cultura/cinema/oceano-como-destino-5-razoes-para-nao-perder-o-ioft-vol-12/ - **Data**: 2026-06-09 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Cinema - **Tags**: A Different Beast, bilhetes a venda, Cascais, Christa Funk: First In Last Out, digressão, Early Bird, Figueira da Foz, Home is the Ocean, International Ocean Film Tour, IOFT, IOFTvol.12, Lagos, last call, Lisboa, Manta Trust, porto, Portugal, Setúbal, Sines, The Last Dive, Up the Coast! O International Ocean Film Tour está de volta e os bilhetes Early Bird estão prestes a terminar. Prepare-se para uma viagem onde a coragem, a família e a conservação se cruzam no grande ecrã https://www.youtube.com/watch?v=K-ji5L1O64o Se no nosso outro artigo falámos do compromisso ambiental deste festival, hoje mergulhamos na experiência humana. O IOFT Vol. 12 não é apenas uma digressão de cinema; é um passaporte para realidades onde o horizonte não tem limites. Com exibições em 4K/5K e um som imersivo, aqui estão os destaques que fazem desta edição uma paragem obrigatória: 1. Home, Is the Ocean: uma família sem fronteiras  Pode uma casa ter apenas 20 metros quadrados e o mundo inteiro como jardim? A família Schwörer prova que sim. Este documentário acompanha sete anos a bordo de um iate de expedição, onde seis filhos cresceram e foram educados enquanto cruzavam os lugares mais remotos do planeta. É uma lição sobre o que realmente significa "essencial" e como o oceano pode ser o melhor professor para as novas gerações. 2. First In, Last Out: o olhar feminino em Pipeline  No Havaí, as ondas de Pipeline não perdoam. É lá que encontramos Christa Funk, uma das poucas fotógrafas profissionais de surf a dominar este cenário caótico. O filme é um tributo à resiliência feminina e à busca pelo ângulo perfeito num mundo tradicionalmente dominado por homens. 3. The Last Dive: a redenção de um ativista  Encontrar "Willy" - uma raia-manta gigante - mudou a vida de Terry Kennedy para sempre. Esta curta-metragem leva-nos até ao México para mostrar como um encontro com a vida selvagem pode transformar um "fora-da-lei" num dos defensores mais apaixonados dos nossos mares. 4. A Different Beast: a força da mente  Até onde consegue ir o corpo humano? Os irmãos Maclean tentam bater o recorde na travessia Peru-Austrália (9.000 milhas) a remo e sem qualquer apoio externo. É um estudo sobre a resistência mental necessária para enfrentar a solidão do Pacífico. 5. Up the Coast!: a perseguição do vento  Para quem procura adrenalina pura, a lenda do kitesurf Kevin Langeree leva-nos até à costa selvagem da África do Sul. O objetivo é simples, mas espetacular: encontrar o vento perfeito para realizar o salto mais longo e permanecer o máximo de tempo possível a voar sobre o azul. E caso esteja em Lisboa, tens uma razão extra. Na estreia, dia 23/07, a experiência sai do ecrã com a presença de Nuno Barros, biólogo da Manta Trust. Será a oportunidade de entender como a conservação destas criaturas majestosas é vital para o equilíbrio de todo o ecossistema e como Portugal desempenha o seu papel. Marque na agenda: onde e quando? Os bilhetes Early Bird acabam amanhã. Garanta o seu lugar nesta viagem de norte a sul do país: LISBOA: 23/07 – 19:00 – Cinema São Jorge (Estreia Nacional) PORTO: 01/10 – 19:00 – Arrábida UCI Cinemas FIGUEIRA DA FOZ: 02/10 – 19:00 – Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão LAGOS: 04/10 – 18:00 – Algarcine Cinemas de Lagos CASCAIS: 10/10 – 18:00 – Museu do Mar Rei Dom Carlos I SINES: 11/10 – 18:00 – Algarcine Cinemas de Sines SETÚBAL: 18/10 – 18:00 – Cinema Charlot Este é o evento ideal para levar os amigos ou a família e sair do cinema com a alma cheia e uma vontade urgente de proteger o nosso grande e precioso oceano. --- ## Festivais Medicina: quando a celebração se torna ritual de cura - **URL**: https://girlsonboard.pt/expansao-da-consciencia/festivais-medicina-ritual-de-cura/ - **Data**: 2026-06-08 - **Atualizado**: 2026-05-27 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Consciência, Expansão da Consciência, Música - **Tags**: aliança mundial, Amazon Watch, Aniwa Gathering, Aniwa.co, auto-conhecimento, Being Gathering, bem-estar, comunidade, conexão, cura pela arte, cura pelo som, EarthPercent, ecologia, Festivais Medicina, guardiania da Terra, guardiões da Terra, Guatemala, Ícaros Festival, Medicine Festival, música, NGO, Portugal, reciprocidade, regeneração, Reino Unido, sabedoria indígena, sabedorias ancestrais, Sacred Waters, Survival International, The Boa Foundation, transformação, unicidade, Walking Together Conheça os encontros que unem sabedoria indígena, bem-estar holístico e o compromisso coletivo de redescobrir o nosso papel como guardiões da Terra Vivemos num tempo de desconexão profunda, e os Festivais Medicina surgem como um antídoto. Ao contrário dos festivais convencionais, estes encontros são desenhados como espaços seguros para a transformação pessoal e coletiva. Aqui, a "medicina" não é química; é a música sacra, o movimento, o contacto com a terra e a partilha de saberes ancestrais. Being Gathering (Portugal): O regresso à essência @beingathering @beingathering @beingathering Organizado pela mesma equipa do Boom Festival, o Being Gathering é é uma experiência íntima de transformação e alinhamento humano. Realizado na Boomland, nas margens da albufeira de Idanha-a-Nova, este encontro foca-se no bem-estar holístico e na reconexão com a natureza. De acordo com a própria organização, o evento se resume a "Um espaço onde a sabedoria ancestral encontra ferramentas modernas para o bem-estar interior e o despertar coletivo".  Pioneiro no movimento dos festivais conscientes desde a sua primeira edição no Solstício de Verão de 2015 (chamado na altura de Be-In Gathering), o projeto evoluiu organicamente até ao seu regresso pleno em 2024. O Being nasceu para ser um encontro não ortodoxo que une tradições espirituais antigas a práticas contemporâneas. O objetivo é proporcionar um espaço de abrandamento e introspecção, onde a saúde holística e a ecologia são os pontos fundamentais.  A responsabilidade comunitária reflete-se profundamente no espaço Young Dragons, um mundo mágico desenhado para que crianças e adolescentes sintam a Terra como a sua primeira professora. Através de estruturas de madeira e materiais naturais, este "ninho" de exploração permite que as gerações mais novas pertençam plenamente ao todo, vivenciando o brincar e a natureza como uma experiência viva. É um espaço onde diferentes gerações crescem juntas, reafirmando a visão do festival de que as crianças são parte integrante do todo, crescendo e florescendo em sintonia com o ritmo da comunidade. A edição deste ano, que acontecerá entre 1 e 5 de julho, abordará um programa intergeracional que abrange workshops de yoga, práticas de mindfulness, sustentabilidade, banhos de som e música. É um espaço de ritmo lento, onde o silêncio é tão valorizado como o som, permitindo uma integração real da experiência. @beingathering Os 4 pilares do festival Bem-estar: Focado na reconexão com práticas espirituais que despertam a presença e a paz. Música: Encarada como uma prática de cura individual e coletiva que nos transporta para o "agora". Unicidade (Oneness): A consciência de que somos elementos numa vasta e interligada teia da vida. Comunidade: O espaço onde o "Eu" encontra o "Nós", servindo de espelho para o crescimento humano. Medicine Festival (Reino Unido): uma reunião de tribos @medicinefestival @medicinefestival @medicinefestival Com o lema, "curar a nós mesmos para curar o planeta", o Medicine Festival tornou-se uma referência mundial ao colocar os guardiões da sabedoria indígena no centro do palco. Mais do que um evento, é um encontro sagrado realizado sob a estrutura da cerimónia, unindo a tecnologia moderna à profecia antiga para desenhar um futuro regenerativo. Como a maior celebração sóbria (alcohol-free) do Reino Unido, o festival oferece uma atmosfera de segurança e ligação genuína. Toda a sua operação reflete uma visão profunda: recordar o nosso direito de nascença como parte vital da natureza, vivendo em reciprocidade sagrada. A sua missão é interligar redes e recursos para capacitar todos os que procuram um mundo justo e próspero, promovendo uma compreensão profunda de como viver de forma harmoniosa e sustentável. Como organização sem fins lucrativos, todo o lucro gerado é direcionado para capacitar povos indígenas a proteger as suas terras, tradições e sabedoria. Desde o seu início em 2019, o festival angariou mais de £109.000 para comunidades indígenas ao redor do mundo. Este apoio financeiro abrange projetos desde a Bacia Amazónica até ao Quénia, incluindo organizações como Amazon Watch, Survival International e EarthPercent. A programação convida à imersão em cerimónias de cacau, tendas de suor (sweat lodges), plantas medicinais e diálogos sobre como podemos ser melhores ancestrais para as gerações futuras. Este compromisso estende-se às gerações atuais através de uma área dedicada à família que garante um espaço seguro e lúdico para as crianças. @medicinefestival Para a edição de 2026, que ocorre entre 12 e 17 de agosto, o tema é "Walking Together: A Pilgrimage of the Heart" (Caminhando Juntos: Uma Peregrinação do Coração). Celebra a ideia de que a amizade e a comunidade sagrada (Sangha) não são apenas partes do percurso, mas o próprio caminho espiritual em si. Inspirado pela oração Lakota Mitákuye Oyás’iŋ e pela filosofia Hózhóó ji do povo Diné, o festival convida-nos a reconhecer que humanos, natureza e espíritos pertencem a uma única família sagrada, exigindo uma espiritualidade ativa e em harmonia com toda a criação, mesmo àqueles que temos dificuldade em compreender ou reconhecer. "Walking Together” é descrita como uma oração coletiva pela paz e pela regeneração do mundo.  Cada passo na jornada é visto como um ato de devoção que ajuda a manifestar o mundo belo que sabemos ser possível. Tudo isso, simbolizada visualmente através da arte de Autumn Skye, que pintou à mão a imagem que dá vida ao Medicine Festival de 2026. Os valores fundamentais do festival Conexão: Reconectar os indivíduos consigo mesmos, com as suas comunidades e com a Terra. Transformação: Apoiar o crescimento individual e coletivo através de cerimónias e conversas. Preservação da sabedoria: Centralizar as vozes de tradições ancestrais e líderes de pensamento de todos os continentes. Reciprocidade: Retribuir para sustentar a vida na Terra, o que constitui a "reza" central do festival. Ícaros (Portugal): a magia da voz e da floresta @icaros.festival @icaros.festival @icaros.festival O termo Ícaro refere-se aos cantos sagrados das tradições amazónicas - para conduzir rituais e processos de cura - ferramentas fundamentais para o alinhamento espiritual e a expansão da consciência. É sob esta essência que nasce o Icaros Festival: um sonho partilhado entre amigos que se tornou um espaço de ressonância para o despertar pessoal e coletivo. Ao longo dos anos, o festival evoluiu de forma harmoniosa, estabelecendo-se em locais onde a reza e o "brincar elevado" já estavam ancorados. Descrito como um "ninho gentil", o encontro convida ao simples ato de ser e de nutrir a alma, promovendo relações verdadeiras dentro da teia da vida. Durante três dias mágicos, artistas e líderes espirituais partilham frequências que induzem estados de meditação, celebrando a voz como a ferramenta de cura mais antiga da humanidade. Através dos ícaros, rituais e artes, o evento procura honrar as histórias ancestrais que fluem através de nós. Nesta quarta edição, de 21 a 23 de agosto, o festival assume a temática "Sacred Waters", junto ao lago no Parque Natural de Sesimbra. O convite é aprofundar o compromisso com a Guardiania da Vida e do Amor, num encontro acolhedor e íntimo. @icaros.festival Conceitos que guiam esta jornada Cura pelo som e arte: O uso da música medicina e de frequências vibracionais para facilitar a harmonia interior e a expansão de consciência. Regeneração e ecologia profunda: Um compromisso profundo com a gestão ambiental e a ecologia consciente, visando sustentar a frequência de uma "Nova Terra" e apoiar projetos de conservação. Comunidade e co-criação: Uma atmosfera familiar com foco na solidariedade, respeito mútuo e conexão, onde o participante é um elemento ativo na construção de uma visão melhor para o planeta. Sabedoria Ancestral: A ponte entre os conhecimentos das culturas antigas e a vida moderna, honrando o papel de cada um como guardião da vida e da "ancestralidade futura". Aniwa: a grande aliança da sabedoria @aniwa.co @aniwa.co @aniwa.co É impossível falar de festivais medicina sem mencionar Aniwa. Mais do que um evento, é o maior encontro de líderes indígenas do mundo, servindo como uma biblioteca viva de sabedoria ancestral. O seu propósito manifesta-se em jornadas profundas, como o próximo encontro no Solstício de Verão, entre 20 a 26 de junho, onde o grupo se reunirá nas terras Maias de Petén, na Guatemala. Guiada pelos anciãos Nan Amalia e Tat Mario, esta jornada percorrerá templos antigos e águas sagradas em rituais de renovação e memória profunda. Além destas imersões específicas, a organização já confirmou o seu regresso em 2026 para o grande Aniwa Gathering - com datas ainda a serem anunciadas - quatro dias dedicados a ensinamentos, cerimónias e conexão com a natureza. Este encontro permite que pessoas de todas as origens aprendam diretamente com anciãos e chefes tribais - na edição de 2025, por exemplo, o evento reuniu mais de 40 respeitados líderes de diversas etnias. É considerado um dos espaços de reconciliação e aprendizagem direta mais autênticos do planeta, desenhado para fortalecer a ligação com o eu, a comunidade, a Terra e o espírito. É um convite para despertar o verdadeiro propósito e tornar-se um "bom ancestral" para as gerações futuras.  @aniwa.co Além do encontro físico, a organização atua continuamente através de programas de formação online e projetos de conservação direta nos territórios indígenas. Ficar atento a este chamado é essencial para quem procura a raiz autêntica da sabedoria planetária. A atuação da Aniwa  Reciprocidade ativa: Através da The Boa Foundation, todo o impacto gerado é canalizado para projetos diretos de conservação, compra de terras indígenas e sistemas de água potável. Aliança mundial: A união de dezenas de etnias e tradições para oferecer uma perspetiva global e unificada sobre a cura do planeta e da humanidade. Educação ancestral: A transmissão direta de conhecimentos e saberes ancestrais que foram preservados durante milénios através da tradição oral. Guardiania da Terra: O reconhecimento de que a proteção das culturas indígenas é a forma mais eficaz de proteger a biodiversidade e os ecossistemas vitais da Terra. O despertar da presença: por que razão estes festivais estão a crescer? @beingathering @icaros.festival @medicinefestival A crescente procura por estes encontros reflete uma sede coletiva de presença. Num mundo hiperconectado e saturado, estes festivais oferecem um refúgio onde o ecrã e o álcool, por exemplo, cedem lugar ao olhar, ao abraço e ao ritual sóbrio. Esta transformação manifesta-se através de três pontos essenciais: Comunidade: O resgate da sensação de pertença a uma "tribo" global, onde o isolamento da vida moderna é substituído por uma rede de apoio e valores partilhados. Auto-conhecimento: O acesso a ferramentas práticas e saberes ancestrais que permitem navegar pelos desafios emocionais e pressões da vida contemporânea, promovendo a harmonia e equilíbrio interior.  Ecologia: Uma mudança de perspetiva, onde deixamos de ser exploradores da natureza para assumirmos o papel de cuidadores e guardiões do planeta. Estes festivais não são apenas eventos; são relações de reciprocidade com a vida. Celebram a coragem de olhar para dentro e a responsabilidade de honrar e cuidar da Terra que nos sustenta, transformando a celebração num ato de cura coletiva.  Caminhar por estes espaços é aceitar um convite para a transformação pessoal e para o despertar da consciência. Como bem diz o ensinamento da Aniwa: "Responda ao chamado. Trilhe o caminho. Torne-se um bom ancestral." @theboafoundation --- ## Pausas curativas: a arte de desacelerar pela leitura - **URL**: https://girlsonboard.pt/gob/gob-books/pausas-curativas-a-arte-de-desacelerar-pela-leitura/ - **Data**: 2026-06-07 - **Atualizado**: 2026-05-19 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: GOB Books - **Tags**: A Arte de Parar o Tempo, As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera, desacelerar pela leitura, GOB Books, habitar o presente, Haemin Sunim, interrupções conscientes, James Crews, Ken Mogi, O Pequeno Livro do Ikigai, pausa como cura, pausas curativas, Pedram Shojai, The Path to Kindness: Poems of Connection and Joy Quatro livros que funcionam como um kit de primeiros socorros para a alma, desenhados para criar pausas no seu dia a dia e resgatar a presença  Em junho, celebramos a leitura que funciona como um "micro-ritual" de bem-estar, convidando-nos a desacelerar para reencontrar a beleza e a clareza no quotidiano. As Coisas Que Você Só Vê Quando Desacelera - Haemin Sunim Este guia ilustrado, escrito por um monge zen-budista coreano, explora a ideia de que o mundo não é um lugar frenético por si só; é a nossa mente que o torna assim. Desenhado para ser lido devagar, Sunim divide o livro em temas como descanso, atenção plena, paixão e relacionamentos.  Ele explica que quando estamos em modo "lutar ou fugir", perdemos a capacidade de ver as soluções e a beleza que nos rodeia. Desacelerar é um ato de rebeldia consciente: não é perder tempo, é ganhar nitidez. A nossa perceção do mundo é um reflexo do estado da nossa mente. Se a nossa mente estiver frenética, o mundo parecerá caótico; se a mente descansar, o mundo descansará com ela. “Se você quer dissipar as nuvens de pensamentos, apenas mantenha a mente no presente. As nuvens de pensamento se agarram apenas ao passado e ao futuro. Traga a mente para o presente, e seus pensamentos vão repousar.” O Pequeno Livro do Ikigai - Ken Mogi Uma exploração leve da filosofia japonesa sobre o propósito de vida. Ikigai combina iki (vida) e gai (valor) - é a razão pela qual nos levantamos de manhã. Ao contrário da visão ocidental - que foca, por exemplo, em carreira ou dinheiro - o Ikigai foca no processo, não no resultado. É simplesmente, a alegria de estar vivo. Pode ser algo tão simples como o cheiro do café pela manhã ou o cuidado ao cultivar um bonsai. É um espectro que vai das pequenas alegrias do quotidiano até aos grandes objetivos de vida, mas nunca depende de reconhecimento social ou ganho financeiro. É uma democratização da felicidade que qualquer pessoa pode cultivar através de cinco pilares fundamentais: Começar pequeno: Focar nos detalhes sem a pressão de um grande resultado. Libertar-se: O desapego do ego para permitir que a tarefa "flua". Harmonia e sustentabilidade: Entender que o seu bem-estar depende do equilíbrio com o todo. Alegria nas pequenas coisas: Encontrar prazer sensorial no aqui e agora. Estar presente: Atingir o estado de flow, onde a noção do tempo desaparece. "O maior segredo do Ikigai é aceitar-se a si próprio, não importa que tipo de características únicas possa ter nascido com elas. Não há um caminho único para o Ikigai; cada um de nós tem de encontrar o seu próprio caminho, cultivando as suas próprias sensibilidades." The Path to Kindness: Poems of Connection and Joy - James Crews Uma antologia de poemas contemporâneos que celebram a vida comum, através de versos que funcionam como orações laicas, focada na gratidão e na observação da natureza. Pautada pela “bondade radical”, o autor acredita que ler poesia curta e acessível ajuda a criar novas vias neurais para a empatia. Além disso, a poesia tem o poder de nos tirar do modo "piloto automático", forçando-nos a olhar para um detalhe, seja uma folha, um gesto, um silêncio - até que ele se torne sagrado. O livro explora como a conexão humana é o nosso estado natural, mas que o stress e a tecnologia nos isolam. Os poemas aqui selecionados são como "instruções de uso" para voltarmos a ver o próximo com gentileza.  É uma leitura ideal para momentos de transição no dia e a ideia central do livro é explicada por James como: "A bondade é o fio invisível que nos impede de cair quando o mundo parece demasiado pesado. Estes poemas servem para nos recordar de que esse fio existe." A Arte de Parar o Tempo - Pedram Shojai Utilizando a sabedoria do Taoísmo para interromper ciclos de stress no sistema nervoso e "reiniciar" o cérebro, o autor introduz o conceito de “gongo urbano”: um compromisso de realizar micro-rituais e inseri-los em momentos estratégicos do dia, como ao acordar, antes de uma reunião ou enquanto espera no trânsito.   Na tradição oriental, um "gongo" é um período de prática espiritual intensa, mas Shojai adapta isso para a vida ocidental, criando práticas de 1 minuto. A lógica dele é muito pragmática: 60 segundos é um tempo que ninguém pode dizer que não tem. O autor defende que o "não tenho tempo" é uma ilusão criada pela nossa falta de foco. Ele aborda áreas como a alimentação, o sono, o trabalho e os ecrãs. A ideia é criar intervalos intencionais para recarregar a energia, evitando que o dia seja apenas uma sucessão de reações a estímulos externos, nos fazendo recuperar o domínio sobre a nossa própria experiência de vida.  "O tempo flui da mesma forma para todos. A diferença está em como habitas os teus segundos. Podes ser um escravo do relógio ou o mestre do teu momento." A cura está na pausa A leitura consciente é o remédio mais acessível para o caos moderno. Não precisa de um retiro ou de uma mudança radical de vida para encontrar paz; basta escolher um destes santuários portáteis, colocar o telemóvel em modo de voo e permitir-se habitar apenas o presente. Comece com uma página, um poema ou um minuto de "gongo". O caminho para o bem-estar constrói-se em cada pequena interrupção consciente e a sua alma agradece. --- ## Brasilcore: como elevar o look para torcer na Copa do Mundo 2026 - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/moda/brasilcore-como-elevar-o-look-copa-do-mundo-2026/ - **Data**: 2026-06-04 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Moda - **Tags**: acessórios, alfaiataria, blazer, Brasilcore, casual chic, Copa do Mundo 2026, crochet, FIFA, futebol, lenços, linho, looks, moda, retro shirts, tendências, texturas, vintage Das bancadas para as ruas: o guia para vestir as cores da seleção com sofisticação e atitude Pinterest Pinterest A contagem decrescente começou e, com ela, o regresso triunfal da tendência que conquistou o mundo da moda: o Brasilcore: estética que celebra a identidade brasileira através do uso de cores vibrantes, misturando elementos esportivos (como camisas de futebol) com moda casual. Mas esqueça o básico. Para a Copa de 2026, a estética evoluiu. Queremos o verde, o amarelo e o azul misturados com cortes impecáveis, acessórios statement e aquele toque de "chic básico" que sabemos que nossas leitoras gostam. Se vai assistir aos jogos num rooftop em Lisboa, numa esplanada no Algarve, em um barzinho no Brasil ou até viajar para os estádios americanos, aqui estão as fórmulas de look para vencer qualquer partida, quando o assunto é estilo. O novo uniforme: casual chic Pinterest Pinterest Quem disse que camisa de futebol não combina com blazer? A grande aposta desta temporada é o contraste.  Combine a camisa oficial com umas calças de alfaiataria largas (wide leg), ou até mesmo jeans. Jogue um blazer estruturado por cima para um ar de "business casual" que transita perfeitamente do escritório para o jogo. Texturas: crochet & linho Pinterest Pinterest Para quem está no hemisfério norte, aproveite o clima quente, as texturas naturais são as nossas melhores amigas.  Um top de crochet nas cores da bandeira combinado com calções de linho de cintura alta. É fresco, artesanal e grita "verão europeu". Nos pés? Umas sandálias de tiras finas ou as clássicas Adidas Samba para manter o DNA desportivo. Acessórios que marcam pontos Pinterest Pinterest Se prefere um look mais neutro, deixe que os detalhes falem por si.  Um vestido midi branco minimalista elevado por joalharia em tons de dourado ou verde esmeralda. Adicione um lenço de seda amarrado na carteira, na cintura ou no cabelo para um toque retro e sofisticado. Estética vintage: o regresso das retro shirts Pinterest Pinterest As camisetas inspiradas nos anos 70 e 80, com golas polo e materiais mais foscos, estão no topo das escolhas das fashionistas. Use a camisola vintage por dentro de uma saia de cetim ou até mesmo plissada. O mix de texturas entre o desportivo e a fluidez da saia cria um visual ultra feminino e moderno. Dica de estilo GOB O segredo para não parecer uma "fantasia" é manter o equilíbrio. Escolha uma peça protagonista nas cores da bandeira e neutralize as restantes com tons de bege, branco ou jeans de lavagem clara. O objetivo é celebrar com orgulho, mas sem perder a elegância. Regra de ouro: Conforto é fundamental. Opte por tecidos respiráveis e calçado que lhe permita saltar e celebrar cada golo sem preocupações. Ficou inspirada? Confira mais inspirações de looks! Não perca nenhum lance! Agora que o look está decidido, é hora de organizar a agenda. A Copa de 2026 tem horários desafiantes devido ao fuso horário, por isso, planeamento é tudo. Consulte aqui o calendário completo, as cidades-sede e os horários de todos os jogos. Qual é a sua aposta de look para esta Copa: total color ou apenas detalhes?  --- ## Corpo Orgástico: um convite para sentir mais devagar  - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/sexo/corpo-orgastico-um-convite-para-sentir-mais-devagar/ - **Data**: 2026-06-03 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Sexo - **Tags**: corpo orgástico, explorar o corpo, gozar, neuroplasticidade, prazer, Roberta Acher, Saberes da Mulher Podcast, sentir mais devagar, sexo, wavemakerGOB Por Roberta Acher  A pressa do mundo e o tempo do corpo  Vivemos em um mundo que nos treinou para a pressa. Tudo acontece rápido demais. Rolamos o feed, trocamos de assunto, buscamos estímulos novos o tempo todo. A dopamina virou quase um hábito automático, quase tão natural quanto deslizar o dedo pela tela.  Nesse cenário, ter calma com o prazer parece quase um ato de rebeldia. Mas o corpo não foi feito para a pressa.  O corpo conta histórias muito mais profundas do que imaginamos. Muitas vezes acessamos apenas a sinopse — um pequeno trecho de tudo o que poderia ser sentido. Viver em estado de prazer, em contato íntimo e amoroso consigo mesma ou com outra pessoa, é uma aventura sensorial que poucas pessoas realmente exploram.  Talvez porque o corpo não siga manuais.  Quando apenas reproduzimos a performance sexual que aprendemos ao longo da vida, até sentimos prazer. Mas frequentemente é um prazer incompleto. Criamos padrões fixos de estímulo, e o corpo passa a responder sempre pelo mesmo caminho — como se fosse uma única estrada em um território que, na verdade, é vasto.  A boa notícia é que o corpo é orgástico por natureza.  Com calma, presença e curiosidade, é possível despertar sensações em muitas partes do corpo, de maneiras diferentes. Existem diversas tradições e estudos que falam sobre isso. O tantra é uma dessas filosofias que nos lembra algo simples e profundo: o prazer não é um destino — é um estado de presença.  E talvez a pergunta mais interessante seja esta: como você tem se relacionado com o prazer na sua vida?  Conhecer o próprio corpo, explorá-lo e reverenciar cada uma de suas regiões pode ser um lugar muito luminoso e delicioso de habitar.  Antes de gozar junto, existe um convite ainda mais radical: aprender a gozar a vida sozinho ou sozinha. Explorar caminhos que talvez nunca tenham sido percorridos — mas que o corpo, intuitivamente, já reconhece.  Viver no prazer é uma escolha consciente.  Quase diária.  Para quem deseja começar essa jornada interna, deixo uma sugestão simples: uma playlist que criei com sete meditações voltadas para essa exploração sensorial do corpo orgástico.  https://open.spotify.com/show/6etBKeteMCwtfaRHQujBRv?si=a5616a08eaa343d0 O corpo aprende prazer  Nosso corpo é profundamente inteligente. Ele responde aos estímulos quando estamos realmente presentes.  O movimento acompanha essa descoberta e algo fascinante acontece no sistema nervoso: a neuroplasticidade.  A neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de criar novas conexões neurais a partir das experiências. Áreas que antes estavam pouco sensíveis podem despertar quando exploradas com atenção, toque e curiosidade.  O prazer também se aprende.  O corpo se reeduca.  Esse é um convite para reaprender o prazer nas suas nuances mais íntimas e profundas — começando pelo encontro mais essencial de todos:  o prazer de você com você. Escrevi também um outro post sobre as zonas erógenas e como explorá-las. --- ## Mãos na Massa SP: Onde a empatia vira alimento no coração da cidade - **URL**: https://girlsonboard.pt/cultura/sociedade/maos-na-massa-sp-onde-a-empatia-vira-alimento-no-coracao-da-cidade/ - **Data**: 2026-06-02 - **Atualizado**: 2026-05-21 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Sociedade - **Tags**: alimento, apoio aos moradores de rua, Brasil, CadÚnico, centro de SP, doação, empatia, humanidade, Mapa da Fome ONU, marmita, Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, projeto mãos na massa, São Paulo, SP, UFMG Em meio ao concreto cinza e ao ritmo frenético do centro de São Paulo, existe uma força silenciosa que se recusa a aceitar a invisibilidade alheia como parte da paisagem. O projeto Mãos na Massa não é apenas uma iniciativa de distribuição de alimentos; é um exercício semanal de humanidade, onde a comida se torna aconchego e a rua, um espaço de encontro. Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa A urgência do agora A fome não espera o debate político ou a solução burocrática. Ela acontece agora, na esquina da São João, sob o viaduto do Chá e nas calçadas da Praça da Sé. Percebendo que a indignação isolada não alimenta ninguém, o grupo de voluntários do Mãos na Massa decidiu transformar a cozinha num centro de operações de impacto direto. O nome não é metafórico. "Colocar a mão na massa" aqui significa picar legumes, temperar com cuidado, montar marmitas equilibradas e, acima de tudo, caminhar pelo centro da cidade para entregar não apenas calorias, mas reconhecimento. Muito além da marmita: o valor da dignidade Quem acompanha o trabalho do projeto sabe que existe um rigor ético e afetivo no preparo. Não se entrega "sobras"; entrega-se uma refeição preparada com o mesmo carinho que teríamos em nossas casas. Esse detalhe é fundamental: quando oferecemos o nosso melhor a quem o sistema marginalizou, estamos a dizer, sem precisar de palavras, que aquela pessoa importa. O momento da entrega é, muitas vezes, a única vez no dia em que alguém em situação de rua é chamado pelo nome ou olhado nos olhos. A marmita é a ponte, mas o verdadeiro alimento é a conexão. Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa A dimensão do desafio: fome e invisibilidade em números Para entender a importância do Mãos na Massa , é preciso olhar para a escala da crise que o projeto enfrenta diariamente.  O Brasil é um país de contrastes brutais, embora tenha dado passos históricos para sair novamente do Mapa da Fome da ONU em 2024, a realidade nas calçadas das grandes metrópoles ainda conta outra história.  Em São Paulo, o paradoxo é gritante: enquanto os indicadores nacionais melhoram, a população em situação de rua na capital atingiu o seu auge em 2026, com mais de 50 mil pessoas em vulnerabilidade extrema, de acordo com dados do Cadastro Único (CadÚnico) analisados pelo Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua da UFMG - Universidade Federal de Minas Gerais. No mundo, a ONU estima que cerca de 10% da população global ainda sofre de fome crónica, um retrocesso impulsionado por crises climáticas e instabilidades económicas. Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa Reprodução: Mãos na Massa Como transformar indignação em ação? O projeto é a prova de que a transformação social não depende de estruturas burocráticas, mas de organização comunitária e reciprocidade. Se sente que é hora de sair da inércia, o movimento sobrevive da força de uma rede horizontal onde todos podem contribuir: Mãos na cozinha e na rua: O voluntariado é o motor. Seja a preparar os alimentos com rigor e afeto ou a percorrer o centro em horários desafiadores, a tua presença física é o que garante que o alimento chegue ao destino. Suporte financeiro (doação direta): Sem grandes patrocínios, são as doações individuais que garantem a compra de insumos de qualidade. Cada contributo financia a próxima rodada de marmitas. Amplificação (voz): Entre algoritmos, partilhar o trabalho do @maosnamassa_sp ajuda a trazer novos doadores e a manter o tema da fome no centro da discussão. Em 2026, com os desafios sociais a crescerem, iniciativas como esta são o que mantém o tecido social minimamente íntegro. É o lembrete de que, enquanto houver alguém com fome, nenhum de nós está totalmente saciado. --- ## Surfing Moms: a rede de apoio que está a revolucionar a maternidade através do surf - **URL**: https://girlsonboard.pt/desporto/surf/surfing-moms-a-revolucionar-a-maternidade-atraves-do-surf/ - **Data**: 2026-06-01 - **Atualizado**: 2026-05-21 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Surf - **Tags**: 2026 art contest, Australia, beyond the swap, Byron Bay, coastal care initiative, Dra. Elizabeth Madin, Estados Unidos da América, Havaí, huis, Julia Hall, ONG, rising tides, Sport England, Surf, surf swap, surfingmoms, surfingmums, Vanessa Thompson Uma ONG criada para que nenhuma mãe tenha de escolher entre o cuidado dos filhos e a paixão pelas ondas. Pronta para trocar a culpa pela liberdade do oceano?  A cena é comum: uma mulher olha para o mar com saudade, mas o carrinho de bebé, a agenda de amamentação e, acima de tudo, a carga mental, a mantém na areia. Para muitas mães, o desporto deixa de ser um prazer e passa a ser visto como um "luxo" inacessível. No entanto, a ONG Surfing Moms decidiu que nenhuma mãe deve escolher entre a maternidade e a sua paixão pelas ondas. @joinsurfingmoms O peso da culpa: o que os dados dizem Um estudo da Sport England  trouxe à superfície uma realidade alarmante: 61% das mães revelam que se sentem culpadas por tirar um tempo para fazer exercício físico. Esta "paralisia da culpa" não é apenas um sentimento individual, mas o reflexo de uma sociedade que ainda espera que a mulher anule as suas necessidades em prol do cuidado familiar. É neste cenário que a ONG atua. A Surfing Moms não existe apenas para surfar; o seu propósito maior é suavizar o isolamento da maternidade moderna. Juntamente com psicólogas clínicas e especialistas em bem-estar, a ONG transformou o desporto numa ferramenta de 'surf-care' (cuidado através do surf) como uma prática de bem-estar maternal baseada em investigação. A origem: a inspiração que cruzou o Oceano Embora a Surfing Moms (EUA/Havai) e a Surfing Mums (Austrália) sejam entidades independentes, elas partilham o mesmo ADN. A "irmã mais velha" nasceu em Byron Bay, em 2006, quando as australianas Vanessa Thompson e Julia Hall fundaram a Surfing Mums.  Com um modelo focado no voluntariado e no sistema puro de "meet, surf, swap" (encontrar, surfar e trocar), a rede australiana cresceu até atingir os atuais 40 grupos ativos, mantendo uma ligação estreita com a federação nacional Surfing Australia. Foi precisamente nestas águas que a Dra. Elizabeth Madin, fundadora da vertente americana, encontrou a sua inspiração. Ao viver na Austrália, Elizabeth vivenciou o poder desta rede de apoio e, ao mudar-se permanentemente para o Havai, soube que precisava de adaptar aquele sucesso à realidade americana. O que começou em 2018 como uma iniciativa entre amigas em Kailua, movidas pelo desejo simples de voltarem a surfar, transformou-se rapidamente. O sucesso foi tão orgânico que, em 2021, a Surfing Moms lançou-se oficialmente como uma organização sem fins lucrativos nos EUA. Elizabeth - que além de surfista é mãe de três e professora de biologia marinha - utilizou o seu hiato forçado após o parto para desenhar um projeto que unisse as suas duas paixões: a saúde do oceano e a saúde das mães. Hoje, com 33 "huis" (grupos locais) espalhados pelo país, a organização evoluiu para uma gestão profissionalizada, integrando uma estrutura de apoio clínico e programas diversificados que elevam o conceito de comunidade a um novo patamar de cuidado. @joinsurfingmoms @joinsurfingmoms Uma abordagem 360º: conheça os programas  A ONG estrutura a sua atuação em cinco frentes principais, garantindo que o apoio à maternidade seja inclusivo e sustentável: Surf Swap (o programa assinatura): É o coração da organização. O sistema de "troca" onde as mães se dividem entre surfar e cuidar dos filhos na areia. Elimina a barreira do custo e da logística, criando uma rede de confiança imediata.  É a materialização do provérbio 'é preciso uma aldeia para educar uma criança', mas aqui, essa aldeia encontra-se dentro de água. Beyond the Swap: A maternidade não acaba quando os filhos crescem. Este programa é dedicado a mães em fases mais avançadas (com filhos mais velhos ou já fora de casa), mantendo a conexão com a comunidade e o oceano através de eventos sociais e surf trips. Rising Tides: Focado na justiça social e acessibilidade, garante que mães de comunidades sub-representadas ou em situações de vulnerabilidade financeira tenham acesso ao equipamento, às aulas e à comunidade, democratizando o mar. Coastal Care Initiative: Porque não há mães saudáveis sem um oceano saudável. Este pilar foca-se na educação ambiental e em ações de limpeza de praias feitas pelas próprias famílias, ensinando às crianças o valor da conservação desde cedo. 2026 Art Contest (o programa cultural): Um programa que envolve a comunidade através da criatividade. Convida membros e crianças a expressarem a sua ligação com o mar através da arte, reforçando os laços emocionais e culturais do grupo. O intuito é que seja um evento anual. Mas o impacto vai muito além da prancha. A organização oferece acompanhamento com psicólogas especializadas, focadas em depressão pós-parto e na transição de identidade que a maternidade exige, além de fisioterapeutas para garantir que o retorno ao desporto seja feito com segurança e respeitando o tempo de recuperação do corpo. @joinsurfingmoms O mar como espaço de cura O surf é a terapia, mas a comunidade é a cura. Quando uma mãe entra no mar, ela não está apenas a exercitar o corpo; está a recuperar a sua individualidade. E é este "estado de flow" que ajuda a reduzir drasticamente os níveis de cortisol (hormona do stress). Para uma mãe, esse tempo dentro da água vale por semanas de descanso mental. Como a ONG diz no seu último relatório anual: “o objetivo agora é gerar ondas globais de bem-estar maternal.” Se não vive perto de um núcleo da Surfing Moms, o conceito de irmandade de apoio pode ser replicado. Junte-se a uma amiga, vizinha ou familiar e criem turnos: "Hoje eu fico com os miúdos para tu ires correr/surfar/nadar, e amanhã fazemos o inverso". O importante é quebrar o ciclo do isolamento. --- ## Já ouviste falar de Gorpcore? Quando a moda se encontra com a trilha - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/moda/gorpcore-quando-a-moda-se-encontra-com-a-trilha/ - **Data**: 2026-05-28 - **Atualizado**: 2026-05-27 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Aventura, Moda - **Tags**: Arc'teryx, Brasil, estilo, Everest, funcionalidade inteligente, Good Old Raisins and Peanuts, gore-tex, Gorpcore, Layering, moda, Morro do Pai Inácio, Passadiços do Paiva, Patagonia, Pico da Vara, Portugal, Salomon, segurança e visibilidade, Travessia Petrópolis-Teresópolis, Trilha do Rio do Boi, trilhas, Trilho dos Pescadores Se já viste alguém na cidade a usar casacos técnicos de alta montanha, botas robustas e calças de corte utilitário como se estivesse prestes a subir o Evereste, conheceste o Gorpcore. O termo deriva de "GORP" (Good Old Raisins and Peanuts - em português: as boas e velhas passas e amendoins), o lanche clássico de trilha, e define um estilo onde a funcionalidade extrema é a regra de ouro. A grande magia desta tendência é que ela valida o que quem faz trilhas já sabe: o conforto técnico é a melhor forma de estilo. Mas como é que isto se aplica na prática das caminhadas? A tecnologia por trás do estilo: Gore-Tex Uma das bases do Gorpcore é o uso de materiais de alta performance, com destaque para o Gore-Tex. Uma membrana técnica "inteligente": os seus poros são 20.000 vezes menores que uma gota de água (o que impede a chuva de entrar), mas 700 vezes maiores que uma molécula de vapor (o que permite que o suor saia). Na prática, ficas seca por fora e ventilada por dentro, algo essencial tanto numa caminhada urbana como numa trilha de montanha. 3 marcas que definem o conceito @arc'teryx @salomon @patagonia Arc'teryx: A "joia da coroa" do movimento. Esta marca canadiana é mestre em aliar o design minimalista à resistência extrema. Os seus casacos são feitos para durar décadas e enfrentar as condições mais severas do planeta. Salomon: As sapatilhas de trail running da Salomon são o calçado oficial do Gorpcore. O modelo XT-6 é o equilíbrio perfeito: oferece a tração e o amortecimento necessários para trilhas de terra, mas com um design que se tornou um ícone de moda urbana. Patagonia: Para quem valoriza a ética e o "visual outdoor autêntico". Focada em materiais reciclados e sustentabilidade, a marca é famosa pelos seus polares retro que são tão quentes na montanha quanto estilosos na cidade. Como o Gorpcore enriquece a tua caminhada Mais do que estilo, adotar estas peças melhora a tua experiência em trilhas e caminhadas. O Sistema de camadas (Layering): O Gorpcore baseia-se em camadas. Começas com uma base respirável, adicionas um polar para isolamento e terminas com uma shell (casaco) técnica. Isto permite-te ajustar a temperatura do corpo à medida que a intensidade do esforço ou o clima mudam. Segurança e visibilidade: Muitas peças deste estilo usam cores vibrantes ou detalhes refletores. Na cidade é moda; na trilha é segurança, permitindo que sejas facilmente avistada em caso de nevoeiro ou baixa luz. Funcionalidade inteligente: Bolsos estrategicamente posicionados para mapas ou snacks, tecidos que secam em minutos e capuzes ajustáveis para capacetes são detalhes que fazem a diferença entre uma caminhada prazerosa e um dia desconfortável. Trilhas para testar o teu estilo Para tirares as botas do asfalto, selecionamos alguns dos melhores destinos para trilhas em Portugal e no Brasil. Portugal: Trilho dos Pescadores (Costa Vicentina): Uma caminhada deslumbrante junto às falésias. Dificuldade: Moderada (o terreno arenoso exige esforço extra). Passadiços do Paiva (Arouca): Um clássico com paisagens de cortar o fôlego. Dificuldade: Moderada/Alta (devido à extensão e degraus acentuados). Pico da Vara (São Miguel, Açores): Para quem quer o desafio da neblina e humidade. Dificuldade: Alta (terreno muitas vezes lamacento e subida íngreme). Brasil: Travessia Petrópolis-Teresópolis (RJ): A clássica montanhista brasileira. Dificuldade: Muito Alta (exige três dias de acampamento e preparo físico). Trilha do Rio do Boi (Canyons do Sul, SC/RS): Caminhada por dentro do canyon. Dificuldade: Alta (atravessa rios com pedras soltas e escorregadias). Morro do Pai Inácio (Chapada Diamantina, BA): Uma vista icónica com subida curta. Dificuldade: Baixa/Moderada (subida rápida, mas exige atenção ao terreno rochoso). Do asfalto para a natureza O Gorpcore é um convite para sairmos da nossa zona de conforto. Ao usarmos peças que foram desenhadas para a exploração, acabamos por nos sentir mais conectadas com a ideia de movimento. Seja numa caminhada de domingo ou numa trilha de vários quilómetros, este estilo lembra-nos que o melhor acessório é estarmos preparadas para a aventura, onde quer que ela aconteça. --- ## Será Slab City o último local livre dos EUA? - **URL**: https://girlsonboard.pt/gob/gob-on-the-road/sera-slab-city-o-ultimo-local-livre-dos-eua/ - **Data**: 2026-05-27 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: GOB on the Road - **Tags**: Califórnia, Charlie Russell, Do no harm, East Jesus, GOB on the Road, Land for People, Leonard Knight, liberdade, local livre nos EUA, Not for Profit, Salvation Mountain, SCCGI, Slab City, Sonora, The Range O Manifesto da liberdade conquistada Enquanto o mundo se fecha em algoritmos de vigilância e o cenário político americano de 2026 reforça normas sociais rígidas, existe um local no deserto de Sonora, na Califórnia onde o sistema simplesmente deixa de operar. Esqueçam o Wi-Fi, as contas de eletricidade e as regras da vida urbana. Slab City não é uma cidade; é uma zona autônoma permanente construída sobre as lajes (slabs) de uma base militar desativada.  Para muitos, é um refúgio de anarquia criativa; para outros, o último reduto para quem já não encontra lugar no sistema. Para nós, no GOB on the Road, é uma paragem obrigatória para refletir sobre o que significa, realmente, viver com liberdade. Diferente do que o senso comum sugere, Slab City não é um "vale-tudo" anárquico. Existe um contrato social não escrito baseado na conveniência e no respeito mútuo pelo território ocupado. Salvation Mountain: onde o deserto ganha cor A porta de entrada é impossível de ignorar. Salvation Mountain, a obra monumental de Leonard Knight, é uma explosão de cor feita de adobe, palha e milhares de litros de tinta. É um tributo ao amor e à espiritualidade que se tornou o ícone visual deste deserto. Um spot obrigatório para quem procura inspiração (e as fotos instagramáveis, claro). Terra para as pessoas, não para o lucro: a governança da SCCGI Com o slogan “Land for People, Not for Profit”, a Slab City Community Group Inc. - SCCGI é uma Organização Sem Fins Lucrativos e a coluna vertebral deste ecossistema. Num tempo em que o direito à habitação parece condicionado a um crédito bancário, eles defendem que a terra pertence a quem a habita e a cuida. Soberania humana: Há mais de 50 anos que este laboratório vivo acolhe idosos, artistas e pessoas marginalizadas pela economia tradicional. O contrato social invisível: Sem polícia ou prefeitura, a ordem nasce do apoio mútuo e da ajuda entre vizinhos, com algumas vozes que ecoam. Grupos como o Slab City Community Group Inc. e o conselho de East Jesus (o polo artístico) tentam organizar o mínimo essencial: gestão de resíduos e a defesa jurídica contra as tentativas do Estado da Califórnia de vender as terras.  A lei da presença: Não há títulos de propriedade. Você chega, encontra um pedaço de terra não reivindicado e monta sua estrutura como trailer ou yurt. A posse é mantida pela permanência; se você abandona o local por muito tempo, ele volta a ser "público". É a forma mais pura de direito à terra pela função social. East Jesus: a criatividade como libertação Se achas que o "consumo consciente" é apenas uma hashtag, tens de conhecer East Jesus. É um jardim de esculturas experimentais feito inteiramente de materiais reciclados. O que era lixo transforma-se em crítica social e arte bruta. Fundado pelo ex-tech Charlie Russell, este museu e residência artística opera sob a filosofia do "Do No Harm" (Não causar dano).  Nota cultural: O nome não tem conotação religiosa. "East Jesus" é um coloquialismo norte-americano para descrever um lugar "no meio do nada", para lá da civilização e dos serviços básicos. Re-use before recycle: Eles não esperam pela rede elétrica nacional. Resgatam baterias industriais com 80% de capacidade e painéis solares descartados para criar uma rede off-grid potente. É a segunda vida dos recursos. Alquimia no deserto: Através de sistemas de humanure (compostagem humana) e irrigação por gotejamento, transformam terra estéril em hortas orgânicas. O desperdício de ontem é o alimento de amanhã. Espaço seguro e sem estigma: East Jesus é um dos poucos lugares onde o erro é parte da aprendizagem. É um refúgio onde todos podem criar e expressar-se sem as pressões e ataques da cultura moderna, focando-se na colaboração e no respeito. O Dilema atual: segurança vs. ADN livre Slab City vive uma encruzilhada política que pode definir o seu futuro: a tensão entre a sobrevivência jurídica e a pureza anárquica. De um lado, grupos como a SCCGI e a Chasterus Foundation (East Jesus) trabalham para oficializar a posse da terra, procurando comprar os terrenos ao Estado da Califórnia para proteger os residentes de despejos e especulação imobiliária.  Do outro, os "puristas" da comunidade temem que a formalização e a propriedade privada destruam o ADN do "último lugar livre", transformando a autonomia radical numa estrutura institucionalizada. Qual é o preço da soberania em 2026: legalizar para garantir a existência ou permanecer à margem para manter a essência? GOB insights para a tua trip Visitar as Slabs exige uma descompressão intelectual. É preciso entender a diferença entre a liberdade concedida (o que o Estado permite que faças) e a liberdade conquistada (o que constrói com as tuas próprias mãos no vazio). Quando ir: Evite o verão (as temperaturas ultrapassam os 45°C facilmente). Agora na primavera ou até mesmo no outono, são as épocas ideais para explorar a "vibe" da comunidade sem derreter. O Mindset: Slab City não é um destino turístico convencional. Vá com respeito, mente aberta e pronta para ouvir histórias de vida que não aparecem nos guias de viagem. O palco sob as estrelas: Nas noites de sábado, o ponto de encontro é o The Range, um palco ao ar livre onde residentes e viajantes se juntam para curtir música, fogueiras e a imensidão do céu da Califórnia. É a essência da comunidade em estado puro. E então, terias coragem de trocar a segurança do sistema pela liberdade conquistada em Slab City? --- ## Como as pistas de skate regeneram cidades e vidas - **URL**: https://girlsonboard.pt/desporto/skate/como-as-pistas-de-skate-regeneram-cidades-e-vidas/ - **Data**: 2026-05-26 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Skate, Sociedade - **Tags**: Beyond the Board, desenvolvimento de soft skills, investir em pessoas, investir na sociedade, Long Beach - Califórnia, NIDA, redes de apoio, redução de crimes, regenerar cidades, Rodney Mullen, skateparks, The Skatepark Project, Tony Hawk, Universidade da Carolina do Norte, urbanismo social, USC O que acontece quando um terreno baldio ou uma praça esquecida dão lugar a curvas de cimento e corrimões? A resposta vai muito além do desporto Em todo o mundo, as pistas de skate (skateparks) estão a provar ser um dos investimentos públicos mais eficazes para a segurança, a saúde e a coesão social. O skate como escudo A transformação promovida pelos skateparks é hoje um facto mensurável, consolidando estas estruturas como um dos fatores de proteção mais eficazes para jovens em situação de vulnerabilidade. Segundo estudos da Universidade da Carolina do Norte, o skate exige um nível de persistência e superação física que naturalmente substitui comportamentos de risco. Ao oferecer um território de pertença, a prática ajuda a manter os jovens afastados da criminalidade e de substâncias como tabaco, drogas e álcool. Esta tese é sustentada por dados quantitativos impressionantes do Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA - NIDA, realizado com 1.500 praticantes entre os 12 e 18 anos: 78% dos skatistas relataram menor uso de drogas em comparação com os seus pares; 85% dedicam pelo menos três horas semanais à prática, reduzindo drasticamente o tempo disponível para atividades prejudiciais; 70% afirmam que a comunidade do skate combate o isolamento social, promovendo um suporte emocional crucial. Urbanismo social A The Skatepark Project, fundada em 2002 por Tony Hawk, após décadas de análise em centenas de cidades, desmistificou o preconceito de que estas pistas atraem criminalidade. Pelo contrário, o que se observa é uma ocupação positiva do espaço público. O caso de Long Beach, na Califórnia, tornou-se a prova definitiva deste impacto. Após a implementação de pistas estratégicas, a cidade registrou uma redução drástica na violência local: 30% menos crimes violentos e uma queda de 60,9% no envolvimento com drogas. Estes números refletem a redução de 23% nas chamadas policiais nas áreas circundantes. Além disso, estas pistas possuem a capacidade única de regenerar "zonas mortas", como áreas sob viadutos ou lotes industriais subutilizados, integrando-as novamente na dinâmica da cidade. Ao ocupar estes espaços, o skate introduz o conceito de "olhos na rua": uma vigilância natural e positiva exercida pela própria comunidade de praticantes que afasta a criminalidade pelo simples facto de dar vida ao que antes estava deserto. Mais do que uma solução de segurança, o skatepark torna-se um ponto de coesão regional, quebrando barreiras geracionais e fortalecendo o tecido social da vizinhança. O skate como alavanca de desenvolvimento A ciência também tem olhado para o skate e sob dois prismas complementares: o suporte emocional e o desenvolvimento de competências para o futuro. No âmbito da saúde mental, o estudo "Beyond the Board", da Universidade do Sul da Califórnia (USC), revelou que o skate é uma ferramenta crucial para a gestão de stress e processamento de emoções. Além disso, destacou o papel do desporto na criação de espaços de segurança para grupos minoritários e comunidades LGBTQ+, oferecendo um sentido de pertença que muitas vezes falta nos desportos tradicionais. Por outro lado, quando olhamos para o contexto académico e profissional, um estudo pioneiro de 2026 sobre o skate no ambiente universitário demonstrou que este impacto vai muito além do bem-estar psicológico: Desenvolvimento de soft skills: O skate fomenta a resiliência, o pensamento crítico e a resolução de problemas - competências diretamente transferíveis para o sucesso académico e profissional. Construção de redes: Os praticantes criam redes de apoio mútuo que fortalecem a saúde mental no ambiente universitário. Reconhecimento institucional: Existe uma necessidade crescente, ainda não totalmente atendida, de as universidades fornecerem suporte formal e espaços dedicados às comunidades de skate, tal como fazem com os desportos tradicionais. Investir em pistas é investir em pessoas Os dados não mentem: uma pista de skate não é apenas betão moldado, é um centro de saúde pública e segurança comunitária. Quando as cidades investem nestes espaços, estão a oferecer aos cidadãos um território de pertença e de desenvolvimento cognitivo. Esta transição da "técnica da pista" para a "competência para a vida" é personificada por Rodney Mullen. Conhecido como padrinho do skate de rua, Mullen defende que o skate ensina uma lição vital que nenhuma sala de aula tradicional consegue replicar com a mesma intensidade: a pedagogia do erro. Para ele, a queda não é um fracasso, mas uma unidade de informação essencial para a inovação e para o sucesso em qualquer área da vida. Portanto, investir nestes espaços é também investir na criação de indivíduos mais resilientes, criativos e preparados para os desafios de um mundo imprevisível, como o próprio Mullen explica na sua inspiradora palestra abaixo. https://www.youtube.com/watch?v=uEm-wjPkegE --- ## EOFT ou IOFT: Qual é a tua vibe? - **URL**: https://girlsonboard.pt/cultura/cinema/eoft-ou-ioft-qual-e-a-tua-vibe/ - **Data**: 2026-05-24 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Cinema - **Tags**: Cinema São Jorge, EOFT, European Outdoor Film Tour, International Ocean Film Tour, IOFT, Kinema Producciones, Lisboa, Portugal, vol.12 European Outdoor Film Tour e International Ocean Film Tour regressam a Portugal Se gostas de histórias reais de aventura, natureza e adrenalina, julho em Lisboa traz-te uma decisão difícil, ou melhor, duas noites de cinema que não vais querer perder no Cinema São Jorge. O European Outdoor Film Tour (EOFT) e o International Ocean Film Tour (IOFT) estão de volta. Dois festivais, duas energias, uma mesma essência: aventura em estado puro. EOFT: a energia do outdoor sem limites  Quarta-feira, 22 de julho | 19h O European Outdoor Film Tour regressa a Portugal com uma noite dedicada ao melhor do cinema de aventura. Se gostas de outdoor, este é o teu evento. Serão 6 filmes épicos sobre superação, adrenalina e paixão pela natureza. Montanhas, neve, trilhos remotos e desafios extremos - tudo condensado em histórias curtas, intensas e cheias de emoção. Mais do que aventura, o EOFT celebra a coragem, a resistência e a ligação profunda com o mundo natural. Se vibra com expedições, desporto outdoor e histórias de superação, esta é a tua noite. IOFT: a chamada do oceano Quinta-feira, 23 de julho | 19h Já o International Ocean Film Tour é muito mais do que cinema de aventura, é uma viagem ao coração dos oceanos. Com a apresentação de 5 filmes, o evento reúne histórias do mundo marinho - surf, mergulho, navegação e exploração - sempre com um olhar atento à relação entre o ser humano e o planeta. Trazido a Portugal pela Kinema Producciones, o festival tem uma missão clara: promover a proteção e conservação dos oceanos. Mais do que inspiração, os filmes trazem também consciência ambiental, alinhando-se com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e com a urgência de proteger os ecossistemas marinhos para o futuro. Se te sentes atraído pelo mar, pela liberdade e por histórias com impacto real no planeta, este é o teu evento. Dois festivais, uma mesma essência O EOFT e o IOFT são diferentes na paisagem, mas iguais no propósito. Contar histórias reais que nos fazem sair da rotina e olhar o mundo de outra forma. Seja através das montanhas ou dos oceanos, da adrenalina ou da consciência e da exploração ou da reflexão. Os bilhetes tanto para o EOFT quanto para o IOFT já estão disponíveis, inclusive com a opção de combo para os dois eventos. E fique de olho, nas próximas semanas vamos falar sobre os filmes de cada festival. Ainda na dúvida? Veja os trailers oficiais e nos diga, qual é a tua vibe? Ou talvez… nenhuma escolha seja necessária. Em julho, Lisboa junta os dois mundos no mesmo palco, e a única decisão difícil pode ser mesmo escolher por onde começar. https://www.youtube.com/watch?v=CV7RlS0Fvlc https://www.youtube.com/watch?v=K-ji5L1O64o --- ## Baleias e mulheres entram na menopausa para liderar - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/comportamento/baleias-e-mulheres-entram-na-menopausa-para-liderar/ - **Data**: 2026-05-18 - **Atualizado**: 2026-04-28 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Comportamento, Natureza - **Tags**: antropologia, baleia-piloto, baleias, belugas, biologia, comportamento, curiosidade, Current Biology, fase reprodutiva, hipótese da avó, liderança, Liderança Feminina, menopausa, mulheres, narvais, natureza, orcas, reorganização de papel, sociedade Entre biologia e comportamento: o que acontece quando a reprodução deixa de ser o centro? Durante muito tempo, a menopausa foi tratada como um fim, seja da fertilidade, de um ciclo ou de uma função biológica. Mas a natureza conta uma história mais complexa e, sem dúvidas, mais poderosa. Entre todos os animais do planeta, são raríssimas as espécies em que as fêmeas vivem muitos anos após deixarem de se reproduzir. E entre essas exceções estão dois casos surpreendentes: mulheres e algumas espécies de baleias como as orcas, belugas, narvais e as baleias-piloto. A pergunta que emerge não é apenas biológica, mas profundamente simbólica: O que acontece quando a reprodução deixa de ser o centro? Não é o fim, é uma reorganização de papel Na maioria das espécies, a vida reprodutiva acompanha quase toda a existência. Quando ela termina, o tempo restante é curto, mas em humanos e em algumas baleias, algo diferente acontece, uma vez que a menopausa não encerra a participação no grupo, apenas a redefine.  Surge assim, uma das hipóteses mais interessantes da biologia evolutiva: a chamada “hipótese da avó”. Segundo esta ideia, fêmeas mais velhas aumentam a sobrevivência do grupo não através da reprodução, mas através de algo igualmente valioso: experiência, conhecimento e suporte social. O caso das orcas: liderança baseada em memória Nas orcas, este fenómeno é particularmente evidente. As fêmeas mais velhas, já fora da fase reprodutiva, desempenham um papel central no grupo, não através de uma hierarquia formal imposta, mas porque são elas que sabem. Sabem onde encontrar alimento em períodos de escassez, quais rotas seguir e como reagir a ameaças. Estudos mostram que grupos liderados por fêmeas mais velhas têm maiores taxas de sobrevivência, especialmente em momentos críticos, reforçando que o valor dessas fêmeas não desaparece com a fertilidade, ele apenas se transforma. Um outro estudo publicado na Current Biology aprofundou exatamente este comportamento nas orcas, mostrando que fêmeas mais velhas não apenas participam do grupo, mas assumem um papel ativo de liderança. Os investigadores observaram que, em períodos de escassez de alimento, são elas que guiam os movimentos do grupo, utilizando a sua memória ecológica para localizar fontes de comida e definir rotas mais eficientes, traduzindo experiência acumulada em vantagem adaptativa direta. E nas mulheres? Embora o contexto humano seja muito mais complexo culturalmente, o padrão biológico levanta um ponto importante. Durante grande parte da história, mulheres mais velhas desempenharam papéis fundamentais dentro dos grupos sociais, não apenas no cuidado intergeracional, mas também na transmissão de conhecimento, tomada de decisão e manutenção da coesão social. Em diferentes culturas, eram frequentemente guardiãs de memória, tradição e orientação prática. A menopausa marca uma transição fisiológica, mas também pode representar uma mudança de eixo mais significativa. Seja de construção externa para influência interna ou de produção para direção. Existe inclusive evidência em estudos antropológicos de que a presença de mulheres mais velhas aumenta as taxas de sobrevivência infantil e a estabilidade dos grupos - um reflexo humano do que a biologia já sugere. A diferença é que, enquanto nas baleias esse papel continua claro e integrado no grupo, nos humanos ele tornou-se difuso. Vivemos numa cultura que valoriza produtividade, juventude e performance constante. E, nesse contexto, fases de transição muitas vezes são mal compreendidas ou subvalorizadas. Mas biologicamente, o corpo não está “a perder função”, apenas a reorganizar prioridades. Liderança não como poder, mas como orientação O que vemos nas baleias não é liderança no sentido clássico de domínio. É algo mais subtil como orientação, memória coletiva e leitura de contexto. E essa é a parte mais interessante do paralelo: a menopausa não cria líderes automaticamente, cria condições para um tipo diferente de liderança emergir. Uma liderança menos baseada em força ou produção, e mais focada em experiência, clareza e visão de longo prazo. Então… é sobre liderar? Não no sentido direto, mas algo próximo disso.  É sobre deixar de ser definida apenas por uma função biológica e passar a ocupar um espaço mais amplo dentro do sistema. Nas baleias, isso já é evidente, nos humanos, talvez ainda estejamos a reaprender como reconhecer esse valor. Ao invés de focarmos no que se perde, devemos nos perguntar: “O que se torna possível a partir daqui?” --- ## Aerial Yoga: o corpo suspenso entre força, leveza e consciência - **URL**: https://girlsonboard.pt/estilo-de-vida/movimento/aerialyoga-o-corpo-suspenso-entre-forca-leveza-e-consciencia/ - **Data**: 2026-05-17 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Desporto, Movimento - **Tags**: Aerial Yoga, B.K.S. Ivengar, Catarina Mota, Christopher Harrison, controle, controle respiratório, dança aérea, estabilidade, hamaca, Mallakhamb, Pilates, resistência muscular, suspender o corpo, treino funcional, vinyasa, yoga aéreo O que acontece quando tiramos o corpo do chão? A professora Catarina Mota responde Durante muito tempo, o yoga esteve profundamente ligado à terra - à estabilidade e ao contacto direto com o solo. Mas o que acontece quando esse ponto de apoio desaparece?  O aerial yoga, também conhecido como yoga aéreo, propõe exatamente isso: um deslocamento físico que gera, inevitavelmente, uma transformação na forma como percebemos o corpo, o equilíbrio e o próprio movimento. Mais do que uma prática estética ou “instagramável”, o aerial yoga abre espaço para uma experiência menos óbvia, onde força e entrega coexistem. Para Catarina Mota, praticante desde jovem, professora de Vinyasa desde 2013 e de Aerial Yoga desde 2016, a suspensão é um portal: "Muda a relação com a confiança. Sem o esforço habitual para descomprimir a coluna, somos desafiados a trabalhar os nossos medos," explica. @catarina_ananindeua O que é o aerial yoga? Combina posturas tradicionais do yoga com o uso de um tecido suspenso, preso ao teto. Esse suporte permite inversões com menor impacto, maior amplitude de movimento, exploração de equilíbrio em suspensão e trabalho simultâneo de força e flexibilidade. A suspensão não é uma invenção recente; é uma herança. Das práticas indianas ancestrais de Mallakhamb ao uso terapêutico de cordas introduzido pelo mestre B.K.S. Iyengar, para superar limitações físicas, o tecido surge como o "prop" (utensílio) definitivo. Para Catarina, essa raiz histórica justifica a eficácia da técnica: ela nasceu para adaptar o Yoga a todos os corpos, usando a gravidade a favor da cura e permitindo que a coluna respire através de uma tração que o chão simplesmente não oferece. Essa base milenar encontrou uma nova linguagem no final dos anos 90 e início dos anos 2000 através do coreógrafo norte-americano Christopher Harrison. Harrison fundiu o yoga com pilates, dança aérea e treino funcional, criando uma ferramenta capaz de ampliar o movimento humano e reduzir o impacto nas articulações. O resultado é uma prática que utiliza o tecido suspenso para explorar novas possibilidades de consciência corporal, unindo a precisão técnica moderna à profundidade da filosofia oriental. Hoje, o aerial yoga existe num espaço híbrido - entre o treino físico, a expressão corporal e a exploração da consciência através da respiração e do movimento. Sem o chão como referência constante, o corpo precisa reorganizar-se e ajustar o centro de gravidade, ativando músculos estabilizadores e confiando mais na percepção interna do que no apoio externo. De acordo com Catarina, "O aerial yoga adapta-se a qualquer pessoa, independentemente do nível. É uma técnica frequentemente recomendada por osteopatas, pois a inversão retira o peso dos pés e descomprime as vértebras de uma forma que não conseguimos no dia a dia." @catarina_ananindeua @catarina_ananindeua Aerial yoga vs yoga tradicional Embora partilhem princípios comuns como respiração, presença e consciência corporal, as duas práticas diferem profundamente na forma como o corpo é utilizado. No yoga tradicional, o ponto de partida é o chão. A estabilidade vem do contacto direto com a terra, e as posturas são construídas a partir desse eixo fixo. No aerial yoga, esse eixo é suspenso. Enquanto o yoga tradicional tende a aprofundar o estado meditativo através da imobilidade e do alinhamento, o aerial yoga introduz uma variável extra: instabilidade controlada. E é justamente essa instabilidade que força o sistema nervoso a reorganizar-se continuamente. O corpo deixa de “executar posturas” e passa a negociar posições. Nada é totalmente fixo e tudo é ajustável. Essa dinâmica cria uma experiência que não é apenas física, mas também cognitiva, uma vez que o cérebro precisa interpretar continuamente novas condições de suporte, gravidade e orientação espacial. Catarina deixa um aviso fundamental: a respiração é a base, assim como no yoga tradicional, ou seja, a prática precisa ir além da acrobacia. "É fundamental incluir elementos como Pranayamas (exercícios respiratórios) e Mudras (gestos sagrados), que são a base que sustenta a palavra Yoga," defende.  Sem esta conexão, a prática perde a sua essência e torna-se apenas um exercício físico. "Sem ela, é apenas 'aerial fitness' - o que também é válido, mas o Yoga exige essa presença interna." @catarina_ananindeua @catarina_ananindeua O corpo fora do eixo habitual À primeira vista, o aerial yoga parece leve, mas, na prática, exige força de core, estabilidade, resistência muscular e controlo respiratório. Para muitos iniciantes, o maior obstáculo não é a força, mas o mental. "O grande desafio é largar o medo do controlo," afirma Catarina.  No entanto, existe um "momento de virada": através da respiração, o aluno começa a soltar o desconforto e a prática torna-se prazerosa. "Passado cerca de um mês de prática regular (duas a três vezes por semana), o aluno deixa de focar apenas na técnica e começa a aproveitar a experiência", explica. É neste ponto que a hamaca deixa de ser um acessório e passa a ser um ninho ou um suporte acolhedor: "Começamos a sentir que somos capazes de voltar a sensações de quando éramos crianças, como dar cambalhotas ou virar ao contrário." Embora os benefícios físicos sejam claros, o impacto vai além. Muitas pessoas relatam sensação de liberdade, redução de ansiedade, aumento de foco e presença e reconexão com o corpo. As inversões, por exemplo, têm um efeito particular na alteração da circulação e criam uma pausa no padrão habitual: "O espaço muda completamente com a anti gravidade, e é preciso confiar", observa a professora, permitindo que o corpo e a mente se reorganizem fora dos eixos de pressão quotidianos. @catarina_ananindeua @catarina_ananindeua Entre controlo e entrega O aerial yoga não é apenas uma variação do yoga tradicional, é um convite a sair do padrão. Ao experimentar o corpo fora do habitual e desenvolver força sem rigidez,  encontra-se o equilíbrio… mesmo quando ele não é óbvio. O aerial yoga ensina que a estabilidade não vem apenas do chão, e sim da capacidade de se adaptar quando ele deixa de existir. Para quem quer praticar, Catarina indica: “No mínimo 2x por semana; 3x para uma evolução sólida.” O percurso de integração de Catarina Mota Guiada pela intuição e pela busca de harmonia entre corpo e emoção (com formação em Tantra Yoga na Índia), Catarina desenvolveu o ecossistema Move with Elements, onde oferece diversos caminhos para quem quer voar e ir mais além. Seja para aprofundar a prática pessoal ou para começar a ensinar, pode descobrir mais em seu website: Teacher Training: Estão a caminho novos treinamentos estruturados para quem deseja uma voz autêntica no ensino do Aerial yoga. Outubro nos Países Baixos e novembro em Portugal. Retiros & Imersões: Espaços de renovação em localizações distintas pelo mundo, onde o cenário se torna parte da jornada. Classes Regulares: Realizadas em horários e locais fixos, estas sessões apoiam a continuidade necessária para mover, praticar e evoluir, através do movimento guiado. Online Shala: Uma biblioteca crescente de cursos acessíveis em qualquer lugar, permitindo que cada um evolua ao seu ritmo. Terapias & Bodywork: Sessões personalizadas de massagem e cuidado com o sistema nervoso, focadas no restauro e na libertação. Move with Elements World: Um espaço de reflexão com artigos e perspectivas partilhadas sobre o corpo e o movimento. @catarina_ananindeua --- ## International Ocean Film Tour Vol. 12: a grande viagem dos oceanos regressa a Portugal - **URL**: https://girlsonboard.pt/cultura/cinema/international-ocean-film-tour-vol-12-regressa-a-portugal/ - **Data**: 2026-05-15 - **Atualizado**: 2026-05-22 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Cinema - **Tags**: A Different Beast, Cascais, Christa Funk: First In Last Out, Early Bird, Figueira da Foz, Home is the Ocean, International Ocean Film Tour, IOFT, Lagos, Lisboa, Manta Trust, Nuno Barros, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, ONU, porto, Portugal, Setúbal, Sines, The Last Dive, Up the Coast!, vol.12 Early Bird já à venda: garanta o seu lugar no maior festival de cinema dos oceanos Preparem o fôlego! Pelo quarto ano consecutivo, o maior festival de cinema de oceanos da Europa está de volta a Portugal. O International Ocean Film Tour Vol. 12  traz ao grande ecrã histórias apaixonantes, protagonistas inspiradores e cenários espetaculares captados nos recantos mais profundos e selvagens do planeta. Cinema com propósito: o compromisso com a agenda 2030 Mais do que um espetáculo visual, o festival assume-se como uma ferramenta de sensibilização profundamente alinhada com a Agenda 2030 da ONU. Ao focar-se nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o International Ocean Film Tour utiliza o poder do cinema para promover a proteção dos ecossistemas marinhos, o combate à poluição plástica e a gestão sustentável dos recursos. Estes objetivos representam um plano de ação global para alcançar um futuro sustentável, garantindo que "ninguém seja deixado para trás". No âmbito desta missão, o festival transforma o entretenimento numa ferramenta de mudança real, promovendo ativamente 7 dos 17 objetivos globais: Educação de qualidade: Através da sensibilização e literacia sobre o mundo dos sete mares. Água limpa e saneamento: Alertando para a urgência na preservação e gestão dos recursos hídricos globais. Cidades e comunidades sustentáveis: Focando na proteção dos espaços naturais e no desenvolvimento resiliente das comunidades costeiras. Consumo e produção responsáveis: Alinhando-se com a Agenda para a Economia Circular e o incentivo ao consumo consciente. Vida submarina: O pilar central do evento, dedicado à conservação, defesa e uso sustentável dos ecossistemas marinhos. Vida terrestre: Reforçando que a proteção dos oceanos é indissociável da saúde dos ecossistemas terrestres e das nossas costas. Parcerias para a implementação dos objetivos: Unindo esforços entre instituições, empresas e cidadãos para proteger o meio envolvente. Através destas histórias, os espectadores são convidados a deixar o papel de observadores para se tornarem defensores ativos, transformando a inspiração captada no ecrã em ações concretas para a conservação dos nossos oceanos. A seleção de filmes de 2026 O programa deste ano apresenta uma curadoria de excelência com curtas-metragens captadas em 4K/5K, exibidas na versão original com legendas. Nos próximos posts, mergulharemos nos detalhes narrativos de cada aventura, mas conheça já as produções que compõem este cartaz: Up the Coast! A Different Beast Home, Is the Ocean Christa Funk: First In, Last Out The Last Dive First In, Last Out: Uma produção que nos leva ao Havai e foca no trabalho técnico e na resiliência da fotógrafa Christa Funk no caos de Pipeline. África do Sul, Países Baixos, 2025 // Realização: Keith Malloy, Andrew Schoneberger // Elenco: Christa Funk, Jeannette Funk, Carissa Moore, Moana Jones Wong, Nathan Florence // Duração: 15 minutos The Last Dive: Esta obra explora a cinematografia subaquática no México, acompanhando a missão de Terry Kennedy e seu encontro com uma mantarraya.  Estados Unidos, 2025 // Realização: Soraya Simi // Produção: Vacationland Films // Duração: 30 minutos A Different Beast: Um documentário cru que regista a vertente técnica e psicológica dos irmãos Maclean em uma travessia a remo de 9.000 milhas pelo Pacífico.  Escócia, 2025 // Elenco: Ewan Maclean, Lachlan Maclean, Jamie Maclean// Produção: The Maclean Brothers Ltd // Duração: 20 minutos Up the Coast!: Este filme foca na estética do movimento da lenda do kitesurf Kevin Langeree e na busca técnica pelo salto perfeito na África do Sul.  África do Sul, Países Baixos, 2025 // Realização: Floris Tils // Produção: One Seven Media House e Reedin // Elenco: Kevin Langeree, Eszter Nagy, Marius Sanchez, Parker Sage, Damien Giardin // Duração: 10 minutos Home, Is the Ocean: Este documentário suíço é um prodígio de registo biográfico, documentando sete anos da família Schowörer e de uma vida nómada no mar. Suíça, 2024 // Produção: ican films // Realização: Livia Vonaesch // Elenco: Dario e Sabine Schwörer e os seus filhos Salina, Andri, Noé, Alegra, Mia e Vital // Duração: 35 minutos Destaque especial em Lisboa: Nuno Barros e a Manta Trust @mantatrust A sessão de Lisboa, no Cinema São Jorge, contará com uma presença de luxo: Nuno Barros, biólogo marinho e colaborador da Manta Trust. A Manta Trust é uma organização internacional de referência dedicada à conservação das raias-manta e dos seus habitats. Através de investigação científica, sensibilização e educação, o projeto trabalha para proteger estas criaturas majestosas, que enfrentam ameaças crescentes como a pesca predatória e a degradação dos oceanos.  Datas e locais confirmados A digressão do International Ocean Film Tour Vol. 12 percorre o país de norte a sul, levando a mensagem de conservação marinha a várias salas de cinema e os bilhetes de Early Bird já estão disponíveis.  Prepara a tua agenda e garante o teu lugar nestas sessões únicas: LISBOA: 23/07 - 19:00 - Cinema São Jorge (estreia) PORTO: 01/10 - 19:00 - Arrábida UCI Cinemas FIGUEIRA DA FOZ: 02/10 - 19:00 - Auditório Madalena Biscaia Azeredo Perdigão LAGOS: 04/10 - 18:00 - Algarcine Cinemas de Lagos CASCAIS: 10/10 - 18:00 - Museu do Mar Rei Dom Carlos I SINES: 11/10 - 18:00 - Argarcine Cinemas de Sines SETÚBAL: 18/10 - 18:00 - Cinema Charlot Outras datas e locais ainda a confirmar. Veja o trailer abaixo e deixe-se apaixonar pelo evento que já conquistou o coração dos portugueses pela quarta vez. https://www.youtube.com/watch?v=K-ji5L1O64o --- ## Surf & Rescue: formações em salvamento aquático regressam já agora em maio - **URL**: https://girlsonboard.pt/desporto/surf/surf-rescue-formacoes-em-salvamento-aquatico/ - **Data**: 2026-05-14 - **Atualizado**: 2026-05-11 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Surf - **Tags**: Afonso Teixeira, Associação de Escolas de Surf de Portugal, Buondi, DAE, Espinho, estúdio Ocyano, formação em salvamento aquático, Fundação Princess Charlène of Monaco, Instituto de Socorros a Náufragos, ISN, João Guedes - filho, João Guedes - pai, Ovar, Portimão, segurança aquática, Suporte Básico de Vida com Desfibrilhador, Surf & Rescue, União Associativa para a Formação em Anestesiologia Com o objetivo de reforçar a segurança nas praias portuguesas, a Associação de Escolas de Surf de Portugal (AESP) e o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) promovem, durante o mês de maio, novas ações de formação do projeto Surf & Rescue. A iniciativa, que chega agora à sua 7ª edição, foca-se na prevenção e no salvamento aquático para surfistas e treinadores. Reprodução: Surf & Rescue A urgência da literacia em segurança aquática A relevância destas formações é sublinhada por dados preocupantes: nos dois primeiros meses de 2026, Portugal registou 26 mortes por afogamento, o pior início de ano desde 2017. Este cenário reforça a necessidade crítica de investir em literacia de segurança e comportamentos responsáveis em todos os meios aquáticos. Onde e quando? As novas formações dividem-se entre os níveis básico e avançado, percorrendo diferentes pontos da costa nacional: Formações Básicas (Gratuitas): 18 de maio: Praia de Esmoriz, em Ovar. 28 de maio: Praia da Rocha, em Portimão. Formação Avançada (Surf & Rescue 2.0): 21 e 22 de maio: Praia da Baía, em Espinho. Esta formação tem um custo de 90€ e está limitada a 24 vagas. O que esperar do Surf & Rescue 2.0? A versão avançada é destinada a quem já completou a formação básica desde 2020. O grande destaque desta edição é a introdução da certificação INEM em Suporte Básico de Vida com Desfibrilhador (DAE). O projeto pretende revolucionar o resgate ao capacitar as escolas de surf como agentes de vigilância. As escolas que contarem com técnicos formados no nível 2.0 terão desfibrilhadores nas suas instalações. Além disso, a formação avançada confere certificação em primeiros socorros, administração de oxigénio e atribuição de 3 créditos pelo IPDJ para a renovação de cédulas de treinador. Uma equipa de especialistas As formações são conduzidas por profissionais com vasta experiência no mar: Afonso Teixeira: Coordenador do projeto, surfista e ex-nadador-salvador com mestrado em Gestão de Turismo Sustentável. João Guedes (Pai): Formador, nadador-salvador do ISN e instrutor com 50 anos de experiência nas ondas. João Guedes (Filho): Formador e ex-campeão nacional absoluto de surf. Como participar? As inscrições devem ser realizadas através do website oficial da iniciativa. O Surf & Rescue conta com o apoio da Fundação Princess Charlène of Monaco, da Buondi, da União Associativa para a Formação em Anestesiologia, do estúdio Ocyano e dos municípios participantes. --- ## Psicadélicos e a reorganização do cérebro - **URL**: https://girlsonboard.pt/expansao-da-consciencia/psicadelicos-e-a-reorganizacao-do-cerebro/ - **Data**: 2026-05-13 - **Atualizado**: 2026-05-05 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Expansão da Consciência - **Tags**: Alenxandria Ocasio-Cortez, ansiedade existencial, cérebro, consciência, Dan Crenshaw, dependência química, depressão resistente, entropia cerebral, expansão de consciência, FDA, futuro da consciência, Imperial College London, neurociência, neuroplasticidade, política, psicadélicos, psilocibina, PTSD, reorganização cerebral, Rick Perry, Robin Earhart-Harris, saúde mental, TRYP EXPO Entre neurociência, política e o futuro da consciência Durante décadas, os psicadélicos foram colocados fora do debate científico - tema já abordado em outros conteúdos nossos como o Renascimento psicadélico e as Terapias assistidas com psicadélicos.  Associados à contracultura, ao proibicionismo e ao estigma, ficaram à margem da investigação médica, mas hoje, esse cenário está a mudar. O que antes era tabu está a regressar ao centro da neurociência - não como recreação, mas como uma possível ferramenta de reorganização profunda do cérebro humano. Não é expansão, é reorganização Por muito tempo, o discurso popular falou em “expansão da consciência”. Mas a ciência atual descreve algo mais preciso: uma reorganização temporária dos padrões de funcionamento do cérebro. Este estado parece permitir uma espécie de “reset adaptativo”, não apagando identidade ou memória, mas reduzindo a rigidez de padrões neurais profundamente estabelecidos. É por isso que, em contextos clínicos controlados, psicadélicos estão a ser estudados no tratamento de depressão resistente, PTSD, ansiedade existencial em doenças terminais e dependência química. O ponto central não é a substância em si, mas a plasticidade cerebral que ela pode induzir. Estudos conduzidos no Imperial College London, liderados por Robin Carhart-Harris, mostram que substâncias como a psilocibina alteram significativamente a conectividade funcional do cérebro, permitindo que regiões que normalmente operam de forma isolada passem a se comunicar entre si. Este fenómeno, descrito na literatura como aumento da “entropia cerebral”, sugere que o cérebro abandona padrões altamente previsíveis de funcionamento e entra num estado de maior flexibilidade estrutural, ou seja, se torna um sistema menos hierárquico e mais flexível, com maior diversidade de padrões de atividade. Na prática, isso traduz-se num aumento do número de estados cerebrais possíveis, sugerindo que o cérebro deixa de operar em circuitos rígidos e passa a explorar novas formas de organização funcional. Em termos clínicos, esta reorganização temporária parece estar associada não apenas a mudanças na percepção, mas a alterações duradouras na forma como os indivíduos processam identidade, memória e significado pessoal. Isso nada mais é que a neuroplasticidade - não como conceito abstrato, mas como processo ativo de reconfiguração. Tema também já abordado por nós em entrevista com uma psicóloga. O cérebro como novo território político  Este avanço científico não acontece num vácuo. Nos Estados Unidos, a FDA (Food and Drug Administration) tem desempenhado um papel central na avaliação de terapias assistidas por substâncias como MDMA e psilocibina. O processo é cauteloso e altamente regulado, refletindo preocupações com segurança clínica, eficácia e histórico legal destas substâncias. Ao mesmo tempo, o tema começou a atravessar o debate político. Figuras de diferentes espectros ideológicos nos EUA, como Dan Crenshaw e Rick Perry (ex-governador do Texas e conservador), têm defendido o avanço da investigação em psicadélicos, especialmente no tratamento de PTSD em veteranos de guerra. Do lado progressista, nomes como Alexandria Ocasio-Cortez já levantaram a necessidade de remover barreiras à pesquisa científica. O Brasil também tem-se consolidado como um dos protagonistas deste "renascimento psicadélico". Diferente de outros países, a legislação brasileira permite o cultivo e o estudo de fungos que contêm psilocibina para fins científicos. Instituições como a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a USP lideram estudos de impacto mundial sobre o uso de psicadélicos para depressão resistente. Recentemente, o país deu passos importantes na autorização de ensaios clínicos de fase avançada, colocando a ciência brasileira no mapa da inovação em saúde mental. Mais do que consenso, o que emerge é um ponto de interseção entre ciência, saúde pública e política. O debate deixou de ser apenas sobre substâncias e passou a ser sobre quem regula o acesso a estados de consciência. O cérebro tornou-se, definitivamente, um território pautado politicamente. De laboratório a movimento cultural O tema é tão atual que já ultrapassou o espaço da investigação científica e hoje, ocupa palcos, cidades e agendas globais. Um exemplo claro é o TRYP EXPO 2026, que acontece entre 15 e 17 de maio no Funkhaus, em Berlim. Mais do que um evento, ele representa uma mudança de paradigma. Durante três dias, investigadores, médicos, terapeutas, artistas e empreendedores reúnem-se para discutir não apenas os efeitos dos psicadélicos no cérebro, mas o seu impacto na forma como pensamos saúde mental, consciência e bem-estar coletivo. O formato é revelador: ciência durante o dia, experiências imersivas e cultura à noite. Conferências coexistem com práticas somáticas, música, arte e espaços de integração.  Não é apenas sobre dados e sim sobre experiência. A investigação já não está separada da vivência, está a tentar compreendê-la.  Mais do que um encontro académico, este evento representa algo maior - a consolidação de um campo que está a deixar de ser marginal para se tornar estrutural. Entre promessa e prudência Apesar do entusiasmo científico, o consenso ainda está em construção. Persistem questões essenciais como efeitos a longo prazo, riscos psicológicos em contextos não controlados, além da acessibilidade e ética regulatória. Por isso, estamos num momento de transição, não de conclusão. Mas são exatamente nesses momentos - entre o que já sabemos e o que ainda estamos a descobrir - que surgem as maiores possibilidades de transformação. Não se trata de respostas definitivas, mas da abertura de novas formas de compreender e, potencialmente, transformar a relação entre cérebro, consciência e saúde mental. --- ## Bárbara Eugênia: a artista multifacetada entre música, cura e performance - **URL**: https://girlsonboard.pt/gob/gob-queen/barbara-eugenia-a-artista-multifacetada/ - **Data**: 2026-05-12 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: GOB Queen - **Tags**: AAIMA, artista, astrologia, Bandcamp, Bárbara Eugênia, DJ, Djane Fonda, Encontros Cosmicos, GOB Queen, Goddess, livro, multifacetada, música, música medicina, performance, pintura, podcast, yoga Explorando canto, DJ sets, terapias holísticas, pintura e astrologia, Bárbara transforma sua arte em experiências de conexão, cura e autodescoberta @barbaraeugeniaoficial @barbaraeugeniaoficial Trajetória multifacetada Nesta entrevista à GOB, a cantora brasileira Bárbara Eugênia revela como suas múltiplas linguagens se entrelaçam para criar experiências que vão além da música - da pista de dança à meditação guiada, do estúdio às cores da pintura. Com uma sonoridade que transita entre o indie, o folk e a psicodelia, ela construiu uma carreira marcada por sensibilidade, autenticidade e experimentação e não se limita a um único caminho artístico. Cantora, produtora, DJ, atriz - embora prefira chamar a atuação de uma forma de expressar e performar -, e também terapeuta holística, instrutora de yoga e massoterapeuta, ela vive uma vida artística genuinamente multifacetada.  “Minha arte sempre foi sobre expressar, performar, curar e, ao mesmo tempo, me curar”, conta.  Cada linguagem que ela explora, do canto à meditação guiada, da astrologia à ativação de memória, se conecta em um fluxo de criatividade que transforma tanto a experiência dela quanto a do público. “Se eu não estivesse no meu caminho de autoconhecimento, talvez ainda estivesse num lugar difícil. As coisas foram se juntando de um jeito que expandiu, que curou”, conta ela, refletindo sobre como todas essas linguagens começaram a se conectar. @barbaraeugeniaoficial @barbaraeugeniaoficial DJane Fonda: a faceta expansiva da arte Em 2008/2009, surgiu o projeto DJane Fonda, nascido de uma festa em que ela estava fantasiada de aeróbica. “A DJane Fonda me permite explorar uma faceta mais animada e expansiva da minha arte, diferente da intimidade do meu canto”, explica Bárbara. Nos sets, ela transita entre eletro, tech house, synth pop, house, e até clássicos dos anos 80, adaptando o repertório ao contexto - seja uma balada, um festival como o Boom, ou um evento corporativo de jazz lounge. Há também um lado de pesquisa, em que Bárbara busca sons do mundo, misturando influências e criando experiências sonoras únicas. Já a mudança para Portugal, em 2022, trouxe novos olhares e referências, alimentando seu processo criativo e abrindo caminhos para projetos mais introspectivos e imersivos. @barbaraeugeniaoficial @barbaraeugeniaoficial Música medicina: cura e transformação interior Essa busca por conexão e expressão a levou a explorar a “música medicina”, uma música voltada à cura e à transformação interior, tanto para ela quanto para quem a escuta.  Gravado em Portugal no final de 2023, esse projeto surgiu em um momento de dúvida e introspecção, quando Bárbara questionava seu próprio caminho artístico e a conexão com sua missão. Para ela, a música medicina vai além do entretenimento: é uma ferramenta de liberação emocional e espiritual. “Não é só sobre fazer música para tocar o público, mas sobre criar um espaço onde a vibração da música pode transformar o estado interno das pessoas”, explica.  Atualmente, segue se apresentando em festivais e eventos de ecstatic dance, onde combina performance musical e experiências holísticas imersivas. Bárbara considera a música medicina uma extensão natural de sua trajetória multifacetada, integrando suas habilidades como terapeuta, cantora e performer em algo que transcende rótulos. Suas experiências imersivas buscam despertar amor, presença e conexão no público. “Quero que as pessoas saiam sentindo amor, conexão, uma energia que transcenda a música em si”, diz. Para ela, cada apresentação é uma oportunidade de canalizar energia positiva e espalhar amor. “A música é o meio mais eficiente para se conectar e te impactar. É vibração”, explica, revelando a intenção por trás de cada performance. Em sua visão, cada faceta de sua arte - da música às terapias, da pintura às performances - converge para um propósito maior: ativar a potência criativa das pessoas presentes e criar conexão genuína. “Desejo que as pessoas saiam sentindo amor, conexão e vibração, independentemente da música que estou cantando. É sobre ser um canal”, resume, mostrando como cada expressão artística se transforma em uma experiência de presença e transformação. @barbaraeugeniaoficial @barbaraeugeniaoficial AAIMA: a liberdade de explorar novas sonoridades Em 2025, o disco Goddess, pelo projeto AAIMA, revelou um lado mais dark e experimental, mostrando que a multiplicidade é o que dá força à sua trajetória. Bárbara mostra que não precisa se limitar a músicas alegres ou românticas. “É sobre abraçar a multiplicidade, aceitar todas as cores da minha arte”, afirma.  Para ela, até mesmo canções mais densas ou intensas têm um propósito: permitir que emoções difíceis sejam sentidas e liberadas, sem ficarem presas. “Não é porque você canta uma música triste ou densa que isso vai se perpetuar dentro de você. Quando você canta, a energia já foi embora”, reflete. Criar, sentir, expandir: a artista em movimento Além da música, Bárbara compartilha suas descobertas e insights no podcast “Encontros Cósmicos”, dedicado à astrologia, canalizações e autoconhecimento. E a artista não para por aí. O que ainda falta viver ou criar em sua trajetória?  O futuro continua a se desdobrar de formas diversas: lançar um livro autobiográfico com toques de autoajuda - um pedido de seus guias para compartilhar sua história com propósito -, além de continuar expandindo sua arte. “Ano passado foi apenas fluir, este ano é de desabrochar”, afirma. O livro “Vida gauche e doce” entra em pré-venda hoje e pode ser adquirido online. @barbaraeugeniaoficial @barbaraeugeniaoficial Gravar novas músicas, explorar performances e se dedicar à pintura como expressão pessoal também estão em sua lista. Por enquanto, a pintura é mais para si mesma do que para exposição profissional, mas reflete a mesma energia que deseja compartilhar com o público. “Estou amando brincar com as cores, dar vazão a essa necessidade e colocar para fora. Quero escrever mais, gravar mais, compartilhar mais… usar toda minha energia para ativar a potência criativa das pessoas”, reflete.  Bárbara Eugênia transforma a multiplicidade de sua arte em um convite: para sentir, se conectar e despertar a criatividade que existe em cada um de nós. Música, cura, performance, pintura e astrologia não são apenas caminhos paralelos na sua trajetória, mas facetas de uma expressão artística integrada. Ela vive a multiplicidade de forma genuína, fluida e profundamente transformadora e pode conferir todos seus trabalhos no seu Bandcamp. --- ## A Dança da Lua: o ritual ancestral que reconecta o feminino à Terra  - **URL**: https://girlsonboard.pt/expansao-da-consciencia/sagrado-feminino/a-danca-da-lua-o-ritual-ancestral/ - **Data**: 2026-05-11 - **Atualizado**: 2026-04-30 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: Sagrado Feminino - **Tags**: Abuela Isabel Vega, Abuelas, Abuelo Tlakaele, Adriana Ocelot, Anciãs, Atlachinolli Meztli, Caminho Vermelho, Códice Borgia, Coyolxauhqui, Dança da Lua, Guadalupe Retiz, guardiãs, Medicina da Terra, Menee Waka Meztli, México, Nahuatl, Patricia Guerra, ritual ancestral, saberes ancestrais, Xochimeztli A Dança da Lua (Moon Dance) é um espaço sagrado: um ritual de cura, oração e movimento para honrar os ciclos da vida e a força da Grande Mãe. Mas o que é, afinal, esse movimento que tem atraído mulheres de todas as partes do mundo para o círculo de dança? @medicinasdaterra @medicinasdaterra A história: o resgate de uma tradição ancestral A origem da Dança da Lua contemporânea remonta às tradições pré-hispânicas do México (Mexicas/Astecas). O ritual foi resgatado e reestruturado por um conselho de Anciãs (Abuelas) que buscaram reativar o culto à Deusa lunar Coyolxauhqui. O objetivo foi devolver às mulheres o seu papel como guardiãs da vida e da espiritualidade, adaptando ritos ancestrais para as necessidades de cura da mulher moderna. Embora a primeira cerimónia oficial tenha ocorrido em 1992, o movimento remete à década de 80, quando o Abuelo Tlakaele sugeriu a criação de um círculo lunar. A visão materializou-se através da Abuela Isabel Vega e de Patricia Guerra, que partilharam o mesmo sonho durante uma Dança do Sol. Juntas, e com o apoio de figuras como Guadalupe Retiz, iniciaram uma busca profunda por raízes em achados arqueológicos e na interpretação de visões e sonhos. Este trabalho resultou na interpretação do Códice Borgia (um manuscrito mesoamericano pré-colombiano), que serviu como base antropológica e espiritual para o primeiro círculo oficial, chamado Xochimeztli, realizado no México. @medicinasdaterra @medicinasdaterra O significado de "Abuela" na tradição O termo Abuela (espanhol para "avó") vai muito além do laço biológico ou da idade cronológica. Dentro do caminho espiritual e das tradições nativas das Américas, ele é um título de honra e reverência concedido a mulheres que se tornaram guardiãs de saberes ancestrais. Uma Abuela é uma mulher de conhecimento e guardiã de tradições milenares. É ela quem garante que o altar da dança seja mantido com disciplina, interpretando os sinais da natureza e guiando as novas dançantes. Receber as bênçãos de uma Abuela fundadora para abrir um novo círculo é o que garante a legitimidade e a força espiritual da linhagem. Além disso, seguir a orientação de uma Abuela garante que o ritual não seja apenas um evento isolado, mas a continuação de um legado vivo que exige disciplina, respeito e integridade espiritual. Também se refere ao grau de sabedoria e compromisso acumulado ao longo de décadas no "Caminho Vermelho" - o que garante a estrutura e a disciplina do ritual.  É através deste caminho que as Abuelas, interpretam os códices e as visões, assegurando que o rezo seja feito com a seriedade e a proteção necessárias para um ciclo de transformação profunda. Caminhar no "Vermelho" é, acima de tudo, honrar o sangue que corre nas nossas veias (as nossas águas vermelhas) e o sangue da Terra, mantendo viva a memória dos nossos antepassados para as próximas sete gerações. @medicinasdaterra @medicinasdaterra Círculos que tecem o mundo - próximos eventos Menee Waka Meztli Brasil No Brasil, o movimento mistura a tradição mexicana com a força exuberante da terra sul-americana. Com diversos círculos ativos, promove encontros que criam uma rede de apoio e suporte que perdura muito além dos quatro dias de oração e dança sob a Lua. Data: 28 de maio a 1 de junho de 2026. Local: Aldeia Akasha, Itaipava – Rio de Janeiro. Destaque Social: O projeto "Água para quem não tem" destina 20% da arrecadação para prover água potável a comunidades necessitadas  Menee Waka Meztli Portugal O círculo em Portugal tem ganhado força, especialmente pela ligação profunda com a energia do Atlântico. Realizado geralmente em locais de natureza preservada, como o Alentejo, foca na disciplina espiritual e na purificação através do Temazcal (tenda de suor). É um ponto de ancoragem para mulheres que buscam clareza e irmandade em solo lusitano. Data: 26 a 30 de junho de 2026. Local: Quinta do Minhoto, Fafe. Propósito: Um rezo pela purificação das águas e das memórias geracionais. Atlachinolli Meztli Austria Na Europa, a Áustria é um dos grandes polos deste movimento. O círculo austríaco é reconhecido pela sua organização impecável e força vibrante, unindo mulheres de diversas nacionalidades. O foco aqui é o despertar coletivo e o fortalecimento da rede feminina através da cura profunda. Data: 27 a 31 de julho de 2026. Local: Gars am Kamp, Áustria. Foco: Paz entre as nações e união da família humana através do canto e da dança. @medicinasdaterra @medicinasdaterra Linhagens e as famílias Para compreender a profundidade da Dança da Lua, é preciso olhar para além do evento e entender a estrutura de "famílias" ou linhagens que sustentam esta profecia. Embora a essência do rezo seja universal - a cura do feminino e da Terra -, cada círculo possui uma identidade vibracional própria, guiada por nomes em Nahuatl (língua indígena da família uto-asteca) que revelam o seu propósito específico. Embora existam inúmeros círculos espalhados pelo mundo, cada um com a sua guiança e particularidades, destacamos aqui as linhagens que sustentam este ritual e os altares de Portugal, Brasil e Áustria. Xochimeztli (a matriz): O círculo originário fundado no México em 1992 pelas Abuelas pioneiras. É a raiz que codificou as regras de harmonia e os estudos dos Códices ancestrais. Menee Waka Meztli (águas sagradas): A linhagem que une Brasil e Portugal. Sob a guiança da Abuela Adriana Ocelot, foca na purificação  das águas - tanto as nossas águas internas (emoções e memórias geracionais) como as águas do planeta. Atlachinolli Meztli (água que se queima): O círculo da Áustria. O nome simboliza a união de opostos (água e fogo) que gera o vapor curativo. O seu foco é a paz entre as nações e a união da família humana. Por que dançar em 2026? Participar de uma Dança da Lua é atravessar um portal.  - Reconexão cíclica: Entender que temos fases, assim como a Lua, e que há poder tanto na nossa luz quanto na nossa sombra. - Irmandade real: Experimentar o suporte mútuo e o que acontece quando mulheres param de competir e passam a sustentar o espaço umas para as outras. - Soberania corporal: Redescobrir a força física e espiritual que mora na resistência e na entrega ao ritmo do tambor. Se sentiu o chamado, procure o círculo mais próximo e escute o que a Lua tem a lhe dizer. Como diz o provérbio: "Quando uma mulher dança, todas as suas ancestrais dançam com ela." --- ## O que significa ser livre quando tudo nos molda? O Eu como ato de resistência - **URL**: https://girlsonboard.pt/gob/gob-books/o-que-significa-ser-livre-quando-tudo-nos-molda/ - **Data**: 2026-05-10 - **Atualizado**: 2026-05-15 - **Autor**: Operations GOB - **Categorias**: GOB Books - **Tags**: 1984, A Bright Ray of Darkness, Angela Y. Davis, Antologia Poética, controlo, Ethan Hawke, Eu como resistência, Fernando Pessoa, George Orwell, GOB Books, liberdade, Luta, o que é ser livre?, somos livres?, vulnerabilidade Liberdade é uma palavra que usamos com facilidade, mas raramente paramos para pensar no que ela realmente significa. Ser livre é poder escolher? É não ser controlado? É conhecer-se a si próprio? Ou será que a liberdade começa exatamente onde o desconforto aparece? Este mês, reunimos quatro livros que não respondem a essa pergunta, mas obrigam a enfrentá-la.  O que une um poeta português, uma ativista americana, uma distopia política e um ator em busca de redenção? A necessidade visceral de manter a própria essência quando o mundo ao redor tenta silenciá-la. Antologia Poética – Fernando Pessoa Liberdade interna: quem somos, afinal? Nesta coleção, que engloba desde as cartas de amor a Ophélia até as meditações metafísicas do Livro do Desassossego, Pessoa revela que a escrita não é apenas arte, mas um mecanismo de sobrevivência.  O autor não escreve sobre liberdade de forma direta, ele dissolve-a. Entre heterónimos, vozes e identidades fragmentadas, ele nos mostra que a identidade não é uma linha reta, mas uma rede complexa de percepções. Como ser livre, se nem sabemos exatamente quem somos? A sua obra não oferece respostas, mas revela algo essencial: a liberdade também pode ser confusa, múltipla e, por vezes, contraditória. O Insight: Pessoa nos ensina que a alma humana é vasta demais para uma única definição. Ele trata a consciência como um laboratório. "Tenho em mim todos os sonhos do mundo."  Este pensamento presente na prosa de Álvaro de Campos, um de seus heterónimos, resume a ideia de que a nossa riqueza interna é o único território que ninguém pode confiscar é o ponto de partida para quem busca autonomia intelectual. Este livro representa a resistência interna. É a liberdade de ser muitos quando a realidade tenta nos encaixar em uma única definição, nos reduzindo a um só.  1984 – George Orwell Liberdade controlada: quando o sistema decide Mais do que uma ficção política, Orwell escreveu um manual sobre como a linguagem molda a liberdade. Se o sistema controla o que podemos dizer, ele acaba controlando o que podemos pensar. Neste clássico, a liberdade não é apenas limitada, é redefinida. Pensar torna-se perigoso, questionar é proibido e a verdade deixa de existir. Big Brother não controla apenas ações, controla percepções. E a pergunta que fica não é só sobre ficção: Até que ponto somos realmente livres… ou apenas confortavelmente condicionados? O Insight: A maior resistência contra qualquer opressão é a manutenção da verdade factual. Orwell mostra que a sanidade é um ato político. "Liberdade é a liberdade de dizer que dois e dois são quatro. Se isso for concedido, tudo o mais se segue."  Na distopia de Orwell, o Estado tenta apagar a individualidade e a própria verdade histórica através do controle absoluto. Aqui, a resistência é política e nasce da linguagem. Conversa com Pessoa pelo oposto: enquanto o poeta se expande em muitos, o sistema de 1984 tenta reduzir o homem a nada.  An Autobiography – Angela Y. Davis  Liberdade como luta: quando não é escolha Aqui, a liberdade deixa de ser conceito e passa a ser realidade concreta. A vida de Angela Davis mostra que, para muitos, ser livre nunca foi garantido - foi (e continua a ser) uma luta. Escrita aos 28 anos (enquanto enfrentava processos judiciais históricos), a obra não é apenas sobre a sua vida, mas sobre a sua inscrição num movimento negro e feminista que luta contra o apagamento sistêmico. Mas o que significa ser livre quando a liberdade nunca foi dada, apenas conquistada? O Insight: A identidade de Davis é inseparável da sua luta. Ela nos mostra que a liberdade individual é frágil se não houver um compromisso com a liberdade coletiva. "A revolução é algo sério, a coisa mais séria na vida de um revolucionário. Quando alguém se compromete com a luta, deve ser para a vida toda."   Uma obra política, social e pessoal. Este livro lembra-nos que liberdade não é apenas um estado interior, mas também uma construção coletiva. O livro representa a resistência social e aqui, resistir não é escolha, é identidade. Angela traz o debate de Orwell para o chão da realidade: como manter a dignidade e a identidade dentro de um sistema prisional e institucional opressor. A Bright Ray of Darkness – Ethan Hawke Liberdade emocional: quando nos perdemos de nós Neste romance, acompanhamos um ator em queda - após um divórcio e um erro público - tentando reconstruir-se através da arte, enquanto a sua vida pessoal se desfaz em silêncio. Aqui, não há grandes eventos distópicos nem sistemas opressivos explícitos.A tensão é outra: o colapso interno quando já não sabemos quem somos fora do olhar dos outros. Entre exposição e fragilidade, surge uma questão mais íntima: o que resta quando a identidade deixa de se sustentar?  O Insight: Seu colapso emocional mostra que nem toda prisão é visível, é a desconexão entre quem somos e quem sentimos que deveríamos ser. E talvez essa seja uma das formas mais difíceis de liberdade, pois ela não está no mundo exterior.  “Graças a Deus. Agora você está um pouco mais leve, um pouco mais você.” A Bright Ray of Darkness mostra que a arte não resolve o vazio, mas ajuda a habitá-lo, surgindo não como resposta, mas como tentativa de sobrevivência.  Por fim, esta obra representa a resistência artística. Hawke mostra que reconstruir-se é um processo contínuo. Então… o que significa ser livre? Entre identidade, controlo, luta e vulnerabilidade, fica claro que a liberdade não é uma coisa só. Ela muda, expande e contradiz-se. Orwell e Davis nos alertam sobre as forças externas que tentam nos moldar, enquanto Pessoa e Hawke nos convidam a mergulhar nas sombras internas para encontrar nossa luz própria. E talvez a pergunta não seja: “Somos livres?” Mas sim: “Onde é que ainda não somos, e porquê?”